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sexta-feira, 16 de setembro de 2022

Umbanda e Astrologia uma mistura que deu certo!




O destino através da Astrologia ...
O que está embaixo é como o que está em cima... - Hermes Trimegisto: "A astrologia, do modo que é praticada atualmente (seja na sua forma tradicional ou psicológica), não é de qualquer relevância na compreensão de nós mesmos ou de nosso lugar no cosmo. Seus defensores modernos não são capazes de explicar qual o fundamento das associações astrológicas com as questões terrenas, não têm qualquer explicação plausível para suas alegações e não contribuíram com nenhum conhecimento de valor para qualquer campo das ciências sociais. Além disso, a astrologia não tem os recursos teóricos/conceituais para resolver adequadamente seus próprios problemas internos ou anomalias externas, ou para se decidir entre alegações ou sistemas astrológicos conflitantes." --I.W. Kelly, Modern Astrology: A critique, p. 931. 





"O fato de ser incrível não deveria ser motivo para se descartar a possibilidade de que uma busca suficientemente longa revelasse um grão dourado de verdade na superstição astrológica." -- Johannes Kepler 

 A astrologia, em sua forma tradicional, é um método baseado na teoria de que as posições e movimentos dos corpos celestes (estrelas, planetas, sol e lua, etc.), no momento do nascimento, influenciam profundamente a vida da pessoa. Na sua forma psicológica, a astrologia é um tipo de terapia da Nova Era, usada para a auto-compreensão e a análise da personalidade. (Este verbete se refere à astrologia tradicional). A forma mais tradicional é a Astrologia de Signos Solares, tipo encontrado em numerosos jornais diários que publicam horóscopos. 

O horóscopo é um prognóstico astrológico. O termo também é usado para descrever um mapa do zodíaco no momento do nascimento da pessoa. Todas as trajetórias aparentes do sol, da lua e dos principais planetas se encaixam dentro do zodíaco. Devido ao movimento da precessão, os pontos de equinócio e solstício se moveram para o oeste cerca de 30 graus nos últimos 2.000 anos. Assim, as constelações zodiacais que receberam seus nomes na antiguidade não correspondem mais aos segmentos do zodíaco representados por seus signos. Em resumo, se você tivesse nascido na mesma hora do mesmo dia do ano há 2.000 anos, teria nascido sob um signo diferente. 

 A astrologia ocidental tradicional pode ser dividida em tropical e sideral. (Astrólogos de tradições não-ocidentais utilizam sistemas diferentes.) O ano tropical, ou solar, é medido em relação ao sol e corresponde ao tempo (365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46 segundos) entre equinócios vernais sucessivos. O ano sideral é o tempo (365 dias, 6 horas, 9 minutos e 9,5 segundos) necessário para que a Terra complete uma órbita ao redor do sol relativa às estrelas. O ano sideral é mais longo que o tropical devido à precessão dos equinócios, ou seja, o lento deslocamento para o oeste dos pontos equinociais ao longo do plano da eclíptica, a uma taxa de 50,27 segundos de arco por ano, resultante da precessão do eixo de rotação da Terra. A astrologia sideral utiliza como base a constelação real na qual o sol se localiza no momento do nascimento. 

A tropical usa um setor de 30 graus do zodíaco como base. Esta é a forma mais popular e baseia suas leituras na época do ano, geralmente ignorando as posições relativas do sol e das constelações entre si. A astrologia sideral é usada por uma minoria de astrólogos e baseia suas leituras nas constelações próximas do sol no momento do nascimento. Bilhões de pessoas no mundo acreditam na astrologia e ela tem sobrevivido por milhares de anos. Essas afirmações são verdadeiras, os antigos caldeus e assírios se envolveram com a adivinhação astrológica há cerca 3.000 anos. Em torno de 450 AEC, os babilônios tinham desenvolvido o zodíaco de 12 signos, mas foram os gregos -- do tempo de Alexandre, o grande, até a conquista pelos romanos -- que forneceram a maioria dos elementos fundamentais da astrologia moderna. 

 A disseminação das práticas astrológicas foi contida pela ascensão do cristianismo, que enfatizava a intervenção divina e o livre arbítrio. Na renascença, a astrologia recuperou popularidade, em parte devido ao ressurgimento do interesse pela ciência e pela astronomia. Teólogos cristãos, no entanto, combateram a astrologia e, em 1585, o Papa Sisto V a condenou. Na mesma época, os trabalhos de Kepler e outros enfraqueceram os princípios astrológicos. 

A astrologia é testável? Um segundo argumento a favor da astrologia é o de que ela é testável e que há indícios de que os dados apóiem a hipótese de uma conexão causal entre os corpos celestes e os eventos humanos. Por exemplo, de acordo com o assim chamado Efeito Marte, grandes atletas são natos, não feitos. Essa afirmação é baseada numa análise estatística das datas de nascimento de grandes atletas e a posição de Marte quando nascem. Diz-se que a correlação é maior do que o que se esperaria pelo acaso. Outros discordam e alegam que os indícios não mostram uma correlação que não seria esperada pelo acaso. Embora não prove, a correlação é extremamente atraente para os defensores da astrologia. Por exemplo: "Entre 3.458 soldados, Júpiter é encontrado 703 vezes, nascendo ou culminando quando eles nascem. As leis das probabilidades preveem que deveriam ser 572. As chances disso acontecer: uma em um milhão" (Gauquelin). 

Estou disposto a assumir que todos os dados estatísticos que mostram uma correlação significativa entre diversos planetas nascendo, se pondo, culminando, ou o que quer que se possa vê-los fazer, é acurada. No entanto, seria mais surpreendente se entre todos os bilhões e bilhões de movimentos celestes concebíveis não houvesse uma grande parte que pudesse ser significativamente correlacionada com dezenas de eventos em massa ou traços de personalidade individuais. Por exemplo, observar que 'a duração do ciclo menstrual da mulher corresponde às fases da lua' e que 'os campos gravitacionais do sol e da lua são fortes o bastante para causar a subida ou a descida das marés na Terra.' 

Se a lua pode afetar as marés, então pode certamente afetar uma pessoa. Mas o que existe de análogo às marés numa pessoa? Somos lembrados de que os seres humanos começam a vida num mar amniótico e de que o corpo humano é 70% água! Se as ostras abrem e fecham as conchas de acordo com as marés, as quais fluem de acordo com as forças eletromagnéticas e gravitacionais do sol e da lua, e se os seres humanos estão cheios de água, não é então óbvio que devam ser influenciados pela lua também? Os astrólogos dão ênfase à importância das posições do sol, da lua, dos planetas, etc. no instante do nascimento. Mas por que as condições iniciais seriam mais importantes para a personalidade e as características de uma pessoa que todas as condições subsequentes? Por que seria escolhido como o momento crucial o nascimento, e não a concepção? Por que outras condições iniciais como a saúde da mãe, as condições do local do parto, fórceps, luzes fortes, sala escura, banco traseiro de um automóvel, etc., não seriam mais importantes do que se Marte está ascendendo, descendendo, culminando ou fulminando? Por que o planeta Terra, muito mais próximo de nós no nascimento, não seria considerado uma influência importante no que somos e no que nos tornamos? Porque isso poderia estar acontecendo já por uma influencia do cosmos por conexão dos planetas com o individuo que estava nascendo naquele momento determinado. 

 Por outro lado, a posição das estrelas e planetas é importante para a vida da pessoa do que um nascimento difícil e passado sob condições horrendas, não há nada que possamos fazer em relação à posição das estrelas. Mas há um limite no controle que podemos ter sobre o momento do nascimento de uma pessoa. Será que escolhem o momento em que a bolsa se rompe? O momento em que ocorre a primeira dilatação? Quando o primeiro fio de cabelo ou unha do pé aparece? Quando a última unha do pé ou fio de cabelo ultrapassa o último milímetro da vagina ou da superfície da barriga? Quando se corta o cordão umbilical? Quando se faz a primeira respiração? É por isso que devemos estar atentos a todos os acontecimentos a nossa volta e assim podermos perceber ao menos alguns símbolos e aspectos que podem influenciar nossa vida, os quais nos são impostos e nos testam durante toda nossa vida. 

Ninguém diria que, para que se compreendesse o efeito da lua sobre as marés ou sobre as batatas, fosse preciso entender as condições inicial da singularidade que precedeu o Big Bang, ou a posição das estrelas no momento em que as batatas foram colhidas. Para que se saiba a respeito da maré baixa de amanhã, não é preciso saber onde estava a lua quando o primeiro oceano ou rio se formou, ou se os oceanos vieram primeiro e a lua depois, ou vice-versa. Condições iniciais são menos importantes que às presentes para que se compreendam efeitos atuais sobre rios e plantas. Isso não é necessário, pois antes do primeiro ato do universo nada tinha sido determinado ou ordenado. 

 A astrologia continua mantendo a popularidade, apesar de não haver comprovação científica a seu favor. Mesmo a primeira dama dos Estados Unidos, Nancy Reagan, e seu marido Ronald, quando era o líder do mundo livre, consultaram um astrólogo. Será possível que eu seja quem sou devido à posição dos planetas, estrelas, Lua, buracos negros, etc., no momento do meu nascimento? Sim, é possível. Será que eu tenho alguma razão para achar que isso é mais provável que o oposto, ou seja, de que essas questões sejam insignificantes e irrelevantes para o meu 'destino'? Não. 

 O destino é algo que não pode ser apalpado, mas sabemos que ele existe. Não porque esteja determinado, mas porque nós o concebemos através de nossos atos e decisões. O destino é como uma semente plantada no solo. Ela poderá germinar e tornar-se numa linda arvore, mas também pode nem mesmo germinar. Tudo dependerá de muitos fatores, como por exemplo: o solo onde foi plantada as influências do ambiente como chuva, calor etc. ou ainda a interferências de outro ser, como por exemplo: ela poderia ser comida por uma formiga! No entanto isso também já pode ser parte do destino da semente, pois nem todas são feitas pra germinar algumas existem pra alimentar. 

 Tendo consciência que a Astrologia atua através do horoscopo como Raios Vibratórios, aproveitei os estudos eficientes e muito bem elaborados de Sant Yves e dos Grandes Mestres da Umbanda Estérica, pra elaborar o novo conceito de Umbanda Astrológica, pra decifrar melhor os raios de ação dos orixás, pelo prisma astrológico. Assim a Umbanda se torna mais inclinada aos conceitos astrológicos e a Astrologia mais adaptada aos ensinos umbandísticos. Tudo isso visa, aprimorar o conceito de interpretação das regências dos Senhores do Astral Superior e tornar os conceitos mais acessíveis e compreensíveis por qualquer individuo que se interessa em se aprofundar nesse mundo maravilhoso dos orixás. 

 Carlinhos Lima - Astrólogo. 4/8/2008

As mais vistas da semana

domingo, 19 de dezembro de 2021

Dom e vocação são fundamentasis ao buscador!


Em se falando em magia, todos nós que já entramos alguma vez nesse terreno desafiador, na maioria das vezes amedrontador e muito obscuro, sempre nos deparamos com o uso dos elementos na composição da ritualística magica. Isso acontece em todos os cantos do mundo. Mas, trazendo em especial para o Brasil, sempre encontramos um foco nos elementos naturais, ou seja o uso de elementos na ritualística magista como uma principal forma de movimentar os

  Justificarpoderes mágicos. E como aqui em nossa terra, sempre tivemos as influências das crenças espiritualistas dos índios, dos negros que trouxeram ensinamentos da Africa e de uma grande mistura de crenças que veio pra cá de todas as partes do mundo, sempre tivemos o uso de elementos palpáveis na magia. Digo palpável, pois, o costume de usar ervas, pedras e outras coisas concretas, as quais se podem tocar sempre foi a principal fonte de movimentação da magia. Em especial no interior, sempre vimos falar da Benzedeiras, Rezadeiras e Mães de Santo! E muitas outras denominações. Quando falo nesses elementos palpáveis, quero dizer que existem muitos outros mecanismos, como por exemplo o uso da magia por meio de pontos riscados, cantados ou até evocações por meio de simples energia mental e ajustes vibracionais no âmbito espiritual! Coisa que somente é usada pelos magistas de muito conhecimento. 

 Uma coisa que sempre foi popular, por exemplo, foi a forma de mexer com o magico mundo dos encantamentos por meio de simpatias. Esse foi o nome divulgado com grande ênfase em especial pelas revistinhas que vendiam um numero expressivo de exemplares. Muitas pessoas achavam que com as chamadas "mandingas" poderiam resolver problemas de casamento, de emprego, de doença e até acertar na loteria. Assim como a a banalização do tema magia, desacreditou, distorceu e desalinhou o tema original em si, vimos também nos chamados horóscopos de jornais e revistas, uma forte banalização da Astrologia. 

Como também do Tarô, Numerologia e outros conhecimentos. No entanto, vendo pelo lado positivo, percebemos que essas atitudes também serviram pra divulgar esses conhecimentos, sendo que muita gente fez fortuna aproveitando essa fase! O lado profundamente negativo é que se vulgarizou demais um tema tão importante para que busca o saber Ancestral do saber cósmico. A magia assim com a fé, a religião ou qualquer campo da espiritualidades, não depende apenas de vocação, mas de dom! Assim como o sacerdote ao adentrar numa religião, apenas com a vocação poderá acabar desanimando e desistindo porque as provações vão minando suas forças, também o buscador de segredo magisticos passará pelas mesmas penas. Aliás são caminhos muito bem alinhados, os dá religião e da magia! A pessoa terá que ter dom, aliado a vocação e só assim ele conseguirá ir longe. Assim também como ter apenas o dom não bastará. Porque sem ânimo ele não irá muito longe, ou poderá´nem iniciar o processo de busca. Portanto queridos irmãos, meditação, busca interior e autocontrole são de suma importância. Tudo isso esta´inserido no termo "conheci a ti mesmo"! 

 Carlinhos Lima - Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador. Continue lendo:

Cuidado pra não se perder nos caminhos da Magia!


segunda-feira, 5 de julho de 2021

Signos: Os Elementos




OS QUATRO ELEMENTOS 


Na Astrologia. A astrologia é baseada nos quatro elementos do universo: Ar, Terra, Fogo e Água, cada qual representando um aspecto da natureza humana. Cada um dos quatro elementos é representado por três signos, formando assim quatro trígonos. Utilizar a magia dos quatro elementos é, simplesmente, seguir as leis e os acessórios fornecidos pela Mãe-Terra... A astrologia é a leitura da linguagem simbólica da energia criadora que se manifesta na natureza. 






Os quatro elementos representam diferentes formas de expressão dessa energia e são os construtores invisíveis das estruturas da vida. Cada elemento é, portanto, um tipo básico de consciência ou atividade que opera em cada indivíduo. Cada pessoa responde a essa influência de um modo particular, conforme o modelo básico que corresponde ao seu mapa de nascimento. O balanço dos elementos permite identificar se essas quatro forças do universo estão equilibradas ou desbalanceadas na psique das pessoas. - O elemento água traz a sensibilidade, a emotividade e a empatia. - O elemento terra traz a estabilidade, a praticidade e o contato com a realidade. - O elemento fogo traz a iniciativa, o entusiasmo e a expressividade. - O elemento ar traz o pensamento racional, a intelectualidade e a sociabilidade. Para exemplificar um balanço de elementos vamos entender o que acontece com uma pessoa que possui muitos planetas em signos de fogo. 

Isso implica que essa pessoa possui um desequilíbrio dos elementos devido ao excesso de fogo. E isso traz conseqüências para a formação psíquica dessa pessoa, fazendo com que ela tenha um excesso de energia vital que traz exageros na autoconfiança, no entusiasmo e na individualidade, podendo ser uma pessoa egoísta, vaidosa, egocêntrica, sem tato, extravagante e auto-indulgente. "O estímulo da vida é o equilíbrio dos quatro elementos...”. AR — "O pensamento tanto pode te defender, como pode te matar...”. 

O ar representa o mundo do pensamento, do intelecto, da razão e simboliza o mundo das idéias e das palavras. Do lado positivo é extremamente simpático, totalmente adaptável e social e tem muito "jogo de cintura", agora, do lado negativo não é prático e não tem direcionamento. Astrologicamente, o ar é também um elemento positivo e masculino, do tipo sanguíneo, expansivo, quente e úmido, cuja função é estimular as trocas com o meio ambiente, a comunicação e a expressão. 

Os signos de ar são os mais sociáveis e tem a habilidade para se afastar da experiência mais concreta, o que lhes dá a visão de perspectiva sobre o mundo e as pessoas. São por isso ótimos companheiros e amigos. Necessitam partilhar as experiências da vida e são ávidos por todo estímulo intelectual ou cultural, adaptando-se rapidamente as novas situações. A nível pessoal raramente demonstram seus sentimentos mais íntimos, são vistos como pessoas frias ou indiferentes, que racionalizam seus sentimentos e não gostam de excessos emocionais. Precisam entender e questionar tudo, esquivam-se de formas de pensamentos toscas, ou primitivas. 

Na vida social e profissional, os tipos aéreos são atraídos por atividades na área da comunicação, pois são versáteis, curiosos e originais. Sua grande identificação é com a informação rápida. Essas características lhe possibilitam uma eterna jovialidade. Dentre todos os elementos, o ar é o mais civilizado, curiosamente são os únicos cujos símbolos gráficos não são representados por animais e sim por figuras humanas, ou objetos criados pela mão humana. O elemento ar é a ponte entre a matéria e o espírito. E este elemento confere aos signos de Gêmeos, Libra e Aquário: idéias, fala, comunicação, capacidade intelectual, inteligência, entender os conceitos abstratos. Na magia, quando se quer maior capacidade de raciocínio e eloquência, é usual acender um incenso para os silfos, senhores do ar, pois, estes ajudam a desenvolver os pensamentos. 

O excesso de ar confere ao nativo muitas idéias, comunicação estimulada, mas pouca ação. Relaxe mais seu lado racional e estimule mais as energias interiores. A falta de ar implica em: faculdades mentais e sensoriais prejudiciais, e as emoções prevalecendo. Confere solidão, falta de liberdade, sempre quer ficar sozinho e não conversa muito. Pode provocar falta de ar e bronquite. Representação: O ar, silfos, fúrias, furacões, o assopro, as espadas, a primavera, a cor amarela. Casas zodiacais: III, VII e XI. Plano de Vida: Mental, intelecto. TERRA A terra representa o mundo material e objetivo, com temperamento frio e seco e com característica coesiva. É comum aos indivíduos deste elemento um contato estreito com os sentidos físicos e com a realidade material. Seu universo precisa de direção e utilidade, pois tem um forte senso de dever. 

A natureza construtiva dos signos de terra é direcionada para a praticidade: ocupam-se com tudo aquilo que é tangível, pragmático e sólido. Seu enfoque básico é a funcionalidade das coisas. Gostam de física e matemática. Norteado pelas sensações, deixa as considerações teóricas e intuições para segundo plano. Esta atitude acaba por restringi-los, pois lhes dá uma visão estreita, presa ao mundo das formas, o que anula qualquer outra maneira de compreensão da realidade. Por serem cautelosos tudo o que empreendem é minuciosamente calculado e organizado. São dignos de confiança, amantes da ordem e precisão. O tipo terra sente-se a vontade com o seu corpo, sabendo expressar sem dificuldades seus desejos físicos. 

O difícil para estes signos é manter separados os sentimentos dos processos corporais, perdendo muito da sua intimidade psíquica. Esta é uma característica que só existe nestes signos, isto é, a inclusão do corpo em quase toda a experiência psíquica. Sua medida de valor baseia-se no grau de rendimentos que se traduz materialmente, seja sobre a forma de posses ou da consideração geral. Com isso tornam-se muitas vezes escravo de uma rotina maçante, tendo medo de perder os pés do chão. Este elemento confere aos signos de Touro, Virgem e Capricórnio: persistência, durabilidade, paciência, realismo, praticidade, materialização, dinheiro, o poupar e a realização. 

Na magia, quando se busca acentuar o lado prático e explorar a prosperidade, é costume oferecer uma pedra ou uma maçã aos gnomos, os senhores da terra, ou duendes, pois eles estão neste elemento e ajudam a conseguir dinheiro e bens materiais. O excesso de terra em um tema provoca materialismo, preguiça, rotina, rigidez, frieza, irritação, solidão, ambição; e o excesso de ordem atrapalha um pouco a sensibilidade e a criatividade. Se solte mais e despertem seus sentimentos profundos. Representação: A Terra, o inverno, a cor marrom. 

Casas zodiacais: II, VI e X. Plano de Vida: Ação, densidade, eu faço, eu realizo, eu somatizo. FOGO O fogo representa a luz da inteligência, da intuição, da espiritualidade, é energia radiante, fonte de calor, luz e expansão. Num plano positivista o elemento fogo confere ao nativo gosto por esportes, maior direcionamento, também tem "jogo de cintura", é magnético, alegre, cheio de energia; e num nível negativista ele pode ser antipático, sofrer de solidão e possuir uma ambição desregrada. É também um elemento do tipo quente e seco. Exatamente como sua expressão na natureza, os indivíduos que tem ênfase nesse elemento são exuberantes, ardentes, apaixonados, brilhantes e esquentados. Sua energia vital flui espontaneamente, surgindo de uma forma dinâmica, criativa e voluntariosa. Esta auto-expressão de caráter é fundamental para as pessoas de fogo. Para estes indivíduos, a vida é um infinito mar de possibilidades a explorar sem fronteiras e sem limites. 

Na vontade e na conseqüente afirmação da vida, estes signos tendem a seguir em frente, libertados de cada momento do passado, seja ele qual for. Capaz de inspirar, conduzir e apoiar os outros, é aí que se encontra todo o seu carisma. Possuem uma fé inabalável na generosidade do destino, jogando com a vida, dinheiro e emoções muitas vezes de uma forma irrefletida, sem avaliar as conseqüências dos seus atos. Tem o hábito de exagerar em seu comportamento, dramatizando situações mesmo quando sozinhos, e que precisam deste colorido e das suas fantasias para se sentirem vivos. Se por ventura entram em contato com a monotonia da vida, são capazes de entrar em pânico. No seu lado sombrio, o fogo é por demais auto-centrado, tornando-se insensível à condição do outro, o orgulho e a vaidade dificultam em muito o reconhecimento dos seus erros e frustrações. Sofrem com febres altas, doenças agudas e enfarte. Esse elemento confere aos signos de Áries (luta), Leão (brilho) e Sagitário (filosofia): criatividade, brilho, vontade, energia, inspiração, iluminação interior, entusiasmo, impulsividade, atitudes menos pensadas, respeito, praticidade, ambição, inteligência, intelectualidade e ação. 

Na magia, quando se quer atingir a elevação espiritual, acende-se uma vela para as salamandras, senhoras do fogo, pois são elas que levam o nosso recado ao reino angelical. O excesso de fogo confere ao nativo capacidade de conseguir atingir tudo o que está à sua volta, mostra também uma pessoa muito afetiva, mas para poder tomar uma decisão, precisa se acalmar e colocar as idéias em ordem; procure ter mais tranqüilidade. A falta de fogo implica em carência de brilho e um desequilíbrio da identidade. Representação: O fogo, as salamandras, o verão, a cor vermelha. 

Casas zodiacais: I, V e IX. É o triângulo da Vida. Plano de Vida: Espiritual, intuição. ÁGUA A água representa o sentimento e o mundo das emoções, é fluente e tem temperamento linfático, e é do tipo frio e úmido. Num plano positivo a água confere intuição, profundidade, simpatia, adaptação, emotividade, sociabilidade, romantismo e num plano negativo timidez, introspecção e um exagero emocional. No conhecimento astrológico a água representa também a vida instintiva, íntima e subjetiva. Pessoas cujos mapas tem ênfase nesse elemento falam a língua do coração e por isso são muitas vezes irracionais, permeáveis e mesmo imprevisíveis. Suas atitudes freqüentemente infantis são como crianças que esperam do mundo respostas sentimentais de aprovação e afeto. 

Os signos de água são os mais enigmáticos do zodíaco. Receptivos, envolvem-se profundamente nos relacionamentos pessoais, pois sabem “mergulhar” na intimidade do outro. Sua noção da realidade depende daquilo que podem sentir, o que os tornam aptos a grandes decepções amorosas. Em nome da paixão e da entrega, os tipos de água absorvem tanto o parceiro que terminam por paralisá-lo, sendo notadamente o elemento que desconhece os limites na relação amorosa. 

De temperamento sensível e intuitivo, possuem uma imaginação criativa e deliciam-se com suas próprias fantasias. Na vida social são afáveis e cordiais e não tem receio de expor suas fraquezas. Tornam-se cativantes porque, mais que ninguém, os signos de água captam as necessidades dos outros, sem fazer julgamentos ou discriminações. Este elemento confere aos signos de Câncer, Escorpião e Peixes: intuição, sentimentos, sensibilidade, emoção, mediunidade. Todos os sinos de água são signos cármicos. O excesso de água provoca sentimentos que fluem desordenadamente, a pessoa é muito emotiva, tem muita sensibilidade e sensações; tente equilibrar-se em suas energias interiores e em seus conflitos emocionais. 

A ausência de água carece da capacidade de sentir profunda e intuitivamente, carece de sensibilidade, as emoções são controladas, não demonstram seu estado de espírito. Na magia, quando se quer encontrar novos rumos para o amor ou atingir equilíbrio emocional, costuma-se oferecer uma vasilha com água para as ondinas, senhoras da água; as sereias e mantras também fazem parte deste elemento, elas ajudam no amor e na intuição. Representação: A água, o outono, a cor azul. Casas zodiacais: IV, VIII e XII. É o triângulo do Destino. Plano de Vida: Desejo, psique, emoção, sentimento. 

 Quantidade de elementos em uma carta natal Para se descobrir no geral qual é o elemento que o indivíduo mais tem e qual ele não tem, para ser trabalhado e se direcionar a este fim, segue uma tabela onde o Sol, a Lua e o Asc. valem 3 pontos; Mercúrio, Vênus e Marte valem 2 pontos e os outros planetas valem 1 ponto cada. No final a soma tem que dar 20 pontos, só assim terá certeza de que a conta estará certa. A combinação dos elementos: Fogo (quente e seco) + Ar (quente e úmido): esporte, vibração, artista no geral, artista corporal, cantores, não tem disciplina, são quentes. Fogo (quente e seco) + Água (úmido e frio): Um lado quer entusiasmo e o outro quer isolamento.Fogo (quente e seco) + Terra (frio e seco): administrador, ambição, empresário, político, a praticidade da Terra mais o entusiasmo de conquista, objetividade.Água (úmido e frio) + Ar (quente e úmido): flexibilidade, intuição, romantismo, idealista, escritores, músicos, criatividade, artes plásticas.Água (úmido e seco) + Terra (frio e seco): introspecção, pessoa fechada, fria, medicina, contador, engenheiro, arquiteto, coisas técnicas. 

 Carlinhos Lima – Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador.
12/06/2008


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Astrologia: Discrição do Próprio Tema




DPT — Discrição do Próprio Tema Imagine um círculo cortado em quatro pedaços iguais, a linha horizontal que divide o círculo em duas metades, nós chamamos de eixo do espaço ou linha do livre arbítrio. Ela proporciona duas partes, a superior que representa o diurno, o consciente, o extrovertido, a vida exterior, e a parte inferior que representa o noturno, o inconsciente, o introvertido, a vida interior. Agora, uma linha vertical que divide o círculo em outras duas metades, chamamo-la de eixo do tempo ou linha do destino, ela proporciona também duas partes, a direita, o lado ocidental representa o alocêntrico, aquele que escuta pouco, e a parte da esquerda, o lado oriental representa o egocêntrico, aquele que sabe o que quer, que é determinado e que fala mais. Uma vez determinado o ascendente (ASC), criou-se também o Descendente (DESC), o MC e o FC; todos juntos formam os pontos que determinam ângulos de 90º. São os ângulos cardinais ou cardeais, quadraturas que tencionam, dimensionam, colocam, definem o ego, representa o "crucifixo", ou a imagem do homem na cruz, a do Cristo, é o simbolismo do homem assumindo uma totalidade sua individual diante, para e com uma totalidade maior na vida. Esses ângulos determinam a cruz da vida que o homem carrega por 12 estações (signos), até o calvário, onde sua vida se consuma ou se realiza (morrer e renascer). 

É o básico da existência, é a interseção entre tempo e espaço, onde o ser se define em correspondência com um dado momento, o seu nascimento. A astrologia não usa a lógica que é dual, binária, mas a analogia como raciocínio, o qual percebe funções interagindo em uma dinâmica ternária, como simbolismo chinês da vida de um homem representado por um cocheiro conduzindo uma carruagem atrelada a um cavalo, onde o cocheiro representa a mente, o intelecto; a carruagem o material, o físico e o cavalo as emoções, os desejos. O eixo do Asc. - Desc. determina a divisão do espaço em dia e noite. O Asc é o "eu", o Desc. é o "tu" ou "outro". 

O movimento do eu em busca do tu, do outro, pode se dar pelo caminho que passa pelo MC ou pelo FC. O eixo do MC - FC determina o tempo, o passado (FC) e o futuro (MC). O FC está associado a família, a hereditariedade, aos condicionamentos, aos hábitos. O MC está associado ao status, à imagem social, ao trabalho no mundo. Os quatro pontos cardinais determinam as casas terrestres angulares: Asc. - casa I, Desc. - casa VII, MC - casa X e FC - casa IV. Quando o eu busca o tu, pode fazei-lo conquistando uma posição social, ou buscando afinidades com a sua própria formação no seio da família. Nas casas de água, ou seja, no triângulo de água: Quando o passado (casa IV) busca o futuro (casa X) passando pelo tu (casa VII), há uma morte (separar-se do passado), uma transformação, uma iniciação, pois é necessário passar pela (casa VIII). 

Quando o passado (casa IV) busca o futuro (casa X) passando pelo eu (casa I), há um reconhecimento da própria essência, do projeto de vida e consequentemente, uma iluminação, um resgate do que jazia oculto no inconsciente; um maior conhecimento de si mesmo, pois é necessário passar pela (casa XII). Nas casas de terra, ou seja, no trígono de terra: Quando o futuro (casa X) se realiza passando pelo eu (casa I), o que se obtém é o senso de valor que se atribui às coisas e a si mesmo, nesse caminho se adquire auto-estima, que é a capacidade que se tem de estimar, avaliar quanto se vale, pois foi necessário passar pela (casa II). 

Quando o futuro (casa X) se realiza passando pelo filtro do tu (casa VII), o que se obtém é trabalho, disciplina, método, pois foi necessário passar pela (casa VI). O signo onde está o Sol significa que a consciência está sintonizada e, portanto, é um canal aberto de passagem de uma dada natureza de energia representado pelo signo. Não há bons ou maus signos, assim como não há bons ou maus aspectos e ainda mapas bons ou maus. Nascemos em perfeita harmonia e sintonia com a natureza, de um dado momento no tempo e espaço. Somos como uma célula que nasce com uma determinada função dentro de um tecido orgânico. 

Nossos sofrimentos e frustrações não são devidos ao nosso mapa, mas a nossa pouca ou nenhuma compreensão do que somos e a de que iremos ser e de como podemos realizar nosso ser em plenitude. O horóscopo não diz em que nível uma pessoa está o tema mostra potencialidades, mas só por ele não podemos saber como e em que nível alguém está atualizando estas potencialidades. Qualquer pessoa é sempre mais importante que seu horóscopo. Horóscopos semelhantes poderão indicar uma essencialidade comum, mas não uma mesma realidade. Pesquisando encontramos vários horóscopos de personalidades bem semelhantes astrologicamente, no entanto as pessoas tiveram vidas completamente diferentes. Até porque, a época e local de nascimento também influem consideravelmente na vida de uma pessoa. 

Um exemplo de horóscopos semelhantes é sem dúvida o tema de Chaplin e Hitler, pessoas com vidas, metas e atitudes bem diferentes. Pois as escolhas fazem com que vivamos de acordo com o que os astros nos revelam ou não. Além de isso depende muito de como se assimila as energias e influencias cósmicas enviadas a nós pelo Universo. Pois tenho por certo que não somos escravos do destino e que temos sim o direito de escolher. Assim uma pessoa com um horóscopo cheio de aspectos harmônicos poderá ter uma vida bem complicada dependendo de como ele decide usar essas energias. Por outro lado alguém com um horóscopo bem desafiador poderá ter uma vida cheia de conquistas e prazer se souber extrair o lado positivo das energias desafiadoras. No entanto tenho por certo também que não somos totalmente livres. 

O que viemos fazer aqui foi cumprir a nossa missão evolutiva e livrar-nos do carma. Nota-se claramente que todos temos metas a cumprir e que o nosso direto de escolha se limita a escolher o que o Criador nos impõe. Afirmo isso por observar que todo o universo tem um ritimo cíclico e que Deus não deixaria toda criação simplesmente sob a escolha de seres tão incoerentes como nós humanos. Como disse certo pensador: “Deus não joga dados no Universo”. 

 Carlinhos Lima – Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador.
12/06/2008


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A Divisão do Horoscopo - 1


A Divisão do horóscopo em 36 decanatos parte 1 


 Na astrologia contemporânea, o sistema de divisão por decanatos tem sido utilizado, em termos práticos, por um número reduzido de astrólogos, apesar do revival promovido por entusiastas da astrologia antiga e medieval. Não há, porém, uma tradição empírica confiável que demonstre, de alguma forma, que essa subdivisão de cada signo zodiacal em três segmentos de 10 graus de arco indique correlações válidas com o comportamento humano e com fatos sociais de ordem política, econômica ou relacionados a fenômenos naturais de grande impacto. Infelizmente, como é costume entre certos profissionais, a avaliação sistemática de uma determinada técnica é o que menos conta, é o que menos importa. 

Basta acreditar que funciona. Basta que seja fascinante. Embora estando fora do mainstream da astrologia praticada atualmente, nem por isso o sistema de decanatos deixa de ser um tema importante, especialmente pelo significado histórico que possui e pelas lições que dele podemos extrair. Em suas origens encontramos implicações das mais relevantes para a astronomia e para o modo como organizamos o tempo. Se hoje dividimos o dia em 24 horas, devemos este método aos egípcios e aos seus decanos (de onde veio a palavra decanato), ou seja, a um determinado tipo de calendário, ou de sistema hemerológico, em que se utilizavam algumas constelações ou asterismos como referência para o cômputo das horas. 

Vejamos como tudo isso começou. Pesquisadores descobriram em pleno deserto do Saara, mil quilômetros ao sul da cidade do Cairo, numa depressão conhecida como Nabta Playa, alinhamentos megalíticos e círculos de pedra erguidos aproximadamente há 7.000 anos. Essas estruturas passam, portanto a ser o mais antigo complexo astronômico-cerimonial da pré-história. Aqui, o que mais nos interessa é que, em cálculos efetuados recentemente pelo astrônomo J.M. Malville, um dos descobridores desse sítio arqueológico, o alinhamento mais longo de Nabta Playa aponta para o nascer helíaco da estrela Sírius, ou seja, o ponto no horizonte leste onde ela aparecia pouco antes do nascer do sol. 

 Os proto-egípcios estariam interessados nesse tal de nascer helíaco por que simplesmente porque esse fenômeno indicava a primeira aparição anual de Sírius acima do horizonte oriental. Este momento coincidia, aproximadamente, com o solstício de verão e a inundação provocada pelas cheias do rio Nilo. Era o início do Ano Novo egípcio, marcado por festividades que celebravam a fertilidade da terra e a renovação, portanto base para um calendário agrícola e tudo que isto significa em termos de sobrevivência para a população. O ciclo anual era dividido em três estações: Inundação, de julho a novembro; Semeadura, de novembro a março; e Colheita, de março a julho. Além desse calendário havia outros: lunar, solar e lunissolar. 

O primeiro povo há dividir o ano em 365 dias, com12 meses de 30 dias e mais 5 dias extras (epagômenos), foram os egípcios, já por volta de 2900 a.C. A partir do Novo Império, conhecemos até os nomes desses meses: Thoth, Phaophi, Athyr, Choiak, Tybi, Méchir, Phamenoth, Pharmouthi, Pachons, Payni, Epiphi e Mesore. A princípio, os egípcios não levaram em conta, porém, a pequena diferença de um quarto de dia que, com o decorrer do tempo, acaba gerando distorções em relação às estações do ano solar verdadeiro, daí este calendário civil ser chamado de ano vago. Vale observar que o nascer helíaco de Sírius coincidia exatamente com o começo do ano civil somente uma vez a cada 1460 anos (ciclo sótico) e, portanto, correspondia a um ciclo diferenciado e mais antigo, como já vimos. Mesmo assim, o ano civil egípcio seria adotado, e adaptado, mais tarde pelo imperador romano Júlio César, passando então a ser usado em todo o Ocidente. 

 Os Decanos Egípcios É no período da Décima Dinastia, por volta de 2100 a.C., que encontramos a primeira referência aos decanos em tampas de sarcófagos. Dos 365 dias do ano, 360 eram divididos em 36 semanas de 10 dias. Cada uma dessas semanas ou décadas começava com o nascer helíaco de uma determinada constelação ou decano, que podia ser observada sucessivamente até que no décimo primeiro dia outro decano surgisse pouco antes do nascer do sol, marcando o início da próxima década ou período de 10 dias. Os decanos serviam também como uma espécie de “relógio estelar”. 

Observando o surgimento no horizonte oriental de cada uma dessas constelações, logo após o ocaso do sol, o nascer acrônico (momento em que o nascer de um astro coincide com o pôr-do-sol) do primeiro decano correspondia à primeira hora da noite. Aproximadamente uma hora depois aparecia outra constelação identificada como o decano seguinte, início da segunda hora da noite, e assim por diante. Esta dinâmica noturna permitiu a elaboração de um calendário diagonal organizado em 36 colunas de 12 linhas cada. Neugebauer explica como funcionava essa tabela. As horas decanais tinham, na verdade, a duração de 40 minutos. Teoricamente, seriam 18 decanos para o período de uma noite, mas na prática, descontando o tempo dos crepúsculos matutino e vespertino, apenas 12 eram considerados. 

A princípio, as horas eram sazonais, isto é, variavam conforme a estação do ano; no inverno, como as noites são mais longas, o primeiro e o último decano tinham maior duração. Mais tarde, no período helenistas, foram introduzidas as horas equinociais, isto é, todas de igual duração, e também o sistema sexagesimal dos babilônios. Chegamos assim ao dia de 24 horas, cada hora com 60 minutos. As constelações decanais também tinham uma função religiosa e mágica. No século IX a.C. já estavam associadas a divindades protetoras que exerciam influência sobre os homens e igualmente sobre a natureza. 

Nos monumentos de Seti I e Ramsés IV (1300 a.C e 1700 a.C.), os decanos são representados no corpo de Nut, a deusa do céu. Essas constelações ou asterismos situavam-se ao sul da eclíptica – o plano da órbita aparente do sol na esfera celeste – e apenas duas foram identificadas, Sírius, a estrela alfa de Canis Major, a mais brilhante do céu, que os gregos chamavam de Sothis e os egípcios de Sepdt, e a constelação de Órion. Além de acreditarem que as estrelas de alguma forma estavam associadas a deuses e deusas – Sírius, por exemplo, estava relacionada à Ísis -, os egípcios também construíram um calendário no qual atribuíam a cada dia do ano um caráter favorável ou desfavorável, seu significado mítico e o comportamento indicado para aquele dia específico. 

 Os 36 decanos, a intervenção de divindades celestes na vida da terra e a crença em dias favoráveis e desfavoráveis era tudo que os egípcios podiam oferecer como elementos para uma futura astrologia. Aqui não temos sequer uma proto-astrologia, como na Babilônia, com a utilização de eclipses como presságios; aliás, não há sequer registro de antecipação de eclipses, nem tampouco zodíaco. Foi provavelmente no século IV a.C. que apareceu o primeiro documento egípcio – o Papiro de Viena – que trata de presságios envolvendo a lua. 

Nessa época, porém, o Egito já vinha recebendo inegáveis influências da Babilônia. Pouco depois de 729 a.C., o Império Assírio invadiu e anexou o Egito. É o primeiro contato sistemático entre essas duas civilizações. Em 539 a.C., a Pérsia, sob o comando do rei Ciro, conquista a Babilônia e o Egito, e mais uma vez as duas culturas se aproximam. Alexandre da Macedônia invade o Egito em 332 a.C. Na primavera do ano 331 funda a cidade de Alexandria e em seguida, em outubro do mesmo ano, derrota Dario III, dominando toda a Pérsia e a Mesopotâmia. Alexandria viria a ser um ponto de encontro entre várias culturas: a matemática, a astronomia e a astrologia da Babilônia; a ciência, a filosofia, a mitologia e a astrologia dos gregos; e a religião, o calendário e a modesta ciência egípcia. 

O país das pirâmides ainda não conhecia a astrologia, mas foi palco de uma criativa fusão de doutrinas que daria novo alento à ciência dos astros e, particularmente, introduziria a subdivisão dos decanatos no zodíaco babilônico. Antes de passarmos para a evolução da astrologia na Babilônia, é interessante mencionar um esquema mitológico-astronômico encontrado na Mesopotâmia e que parece guardar uma certa semelhança com os decanos egípcios.
13/06/2008


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A Divisão do Horoscopo - 2


As 36 Constelações da Babilônia Alguns textos astronômicos/astrológicos da Mesopotâmia antiga indicam a existência de um sistema de 36 estrelas ou constelações do tipo que havia no Egito, talvez até mesmo com funções hemerológicas semelhantes. Traduções mal-elaboradas e associações apressadas acabaram, porém, criando certa confusão em torno desses asterismos. Tudo começa com o texto que dá origem à crença na existência de um zodíaco já no terceiro milênio a.C. - o Enuma Elish, o Épico da Criação babilônico, escrito por volta de 1200 a.C., mas cujos mitos têm origens bem mais antigas, remontando à época dos sumérios. Trata-se de uma narrativa cosmogônica que exalta, principalmente, a figura do deus Marduk, que logrou derrotar Tiamat, o dragão representante do Caos primordial. 

Depois de vencê-lo, ele separa o céu da terra, organiza os corpos celestes e cria o homem. Pois bem, a confusão se inicia quando, segundo a narrativa, Marduk cria o calendário lunar de 12 meses. Nesta passagem, que aparece logo no começo da tabuinha de número 5, alguns autores pressupõem uma referência ao zodíaco. Como veremos mais adiante, esta referência é precoce e sem qualquer fundamento. Examinemos primeiro a tradução de Leonard W. King. Ele (Marduk) estabeleceu locais para os grandes deuses; As estrelas, as imagens delas, como as estrelas do Zodíaco, ele fixou. 

Decretou a existência do ano e em partes o dividiu; Para os doze meses, ele fixou três estrelas. Outro autor, Stephen Langdon, chegou a utilizar a expressão “signos do zodíaco” onde King se refere á “partes” do ano. Em seguida, apresentamos duas outras traduções para o mesmo trecho. Lembrando que se trata do começo da 5a tabuinha. Os tradutores são Stephanie Dalley e N. K. Sandars respectivamente. Ele [Marduk] construiu estâncias para os grandes deuses. Para as estrelas, formou constelações que lhes correspondessem. 

Designou o ano e demarcou-lhe as divisões.Distribuiu três estrelas para cada um dos doze meses. Ele [Marduk] projetou notáveis posições no céu para os Grandes Deuses, Deu-lhes aspecto de estrelas como constelações; Fez a medida do ano, dando-lhe começo e fim, E para cada um dos doze meses, três estrelas nascentes. Podemos ver como esses dois últimos autores, além de não incluírem o zodíaco, evitam a “cilada” de interpretar “ano” como ano solar e “doze meses” como os doze meses do ano solar. Como já dissemos o deus Marduk aqui está elaborando o calendário lunar referente ao ano lunar de 12 meses sinódicos, ou seja, o mês de 29,5 dias, que corresponde ao intervalo entre duas luas novas. Esta é a verdadeira divisão do ano citada no Enuma Elish. 

O zodíaco ainda não tinha sido inventado. Mas do suposto zodíaco aos decanos ou decanatos foi uma inferência bem fácil, pois o texto em seguida fala de “três estrelas” para cada um dos “doze meses”. Ora, 3 x 12 = 36. Pronto, temos aqui três “decanos” para cada um dos doze “signos zodiacais”, à semelhança do sistema construído no Egito helenista. Mas se não há um zodíaco, pois não é o sol que está em jogo, de qualquer forma é óbvio que 36 constelações ou estrelas formavam algum sistema astronômico que para alguma coisa deveria servir. 

 A resposta parece estar nos Astrolábios (1100 a.C.), cartas estelares que correlacionavam o nascer helíaco de certas estrelas com datas do calendário (não confundir com o instrumento de mesmo nome). Três estrelas eram designadas para cada mês, que por sua vez dividia-se em três partes, o que faz lembrar as proezas de Marduk na divisão do céu, quando atribuiu três estrelas a cada um dos doze meses. O esquema, em essência, é muito semelhante ao das constelações decânicas do Egito, mas a etapa seguinte, a da divisão do próprio zodíaco, mais tarde, em 36 partes, não sabemos se realmente ocorreu. Havia, sim, outras divisões, como veremos no próximo segmento. 

 Neugebauer menciona textos muito antigos, possivelmente da dinastia cassita (1595-1153 a.C.), que apresentam o céu dividido em três zonas de 12 partes cada, contendo o nome de constelações e de planetas. Mais uma vez, esses 12 segmentos representam os 12 meses lunares e não os signos do zodíaco. Esse tipo de divisão do céu em três faixas aparecerá posteriormente num dos mais importantes textos astronômicos da Babilônia, as tabuinhas MUL.APIN. Babilônia – onde tudo começou 

 Os textos mais antigos da Babilônia, que remontam ao começo do segundo milênio a.C., mencionam métodos bastante primitivos de adivinhação, como o exame das vísceras de uma ovelha sacrificada, o movimento das nuvens, a direção dos ventos e outros fenômenos atmosféricos. Esses “presságios” era o que havia de mais importante para que os sacerdotes barus pudessem adivinhar eventos futuros. Os eclipses lunares também eram utilizados, mas secundariamente, e acreditava-se que as estrelas fossem divindades propiciatórias que podiam de algum modo interferir na vida aqui na terra. 

Apesar disso, não há nada que indique uma sistemática observação dos astros nessa época. Nos arquivos reais de Níneve foram encontradas cerca de setenta tabuinhas com inscrições cuneiformes que constituem uma compilação de presságios e previsões. Esse verdadeiro manual de adivinhação, denominado Enuma Anu Enlil, segundo alguns, foi escrito no século VI a.C. e faz referência a um material bem mais antigo, do tempo da dinastia de Hamurabi, por volta de 1700 a.C. Seu conteúdo inclui presságios lunares, solares e meteorológicos, além de indicações sobre o nascer e o ocaso de planetas e estrelas. Vejamos alguns exemplos. Se, no dia de seu desaparecimento, o deus Sin [a Lua] diminuir seu passo no céu [em vez de desaparecer de repente], haverá seca e fome no país. [Se] no oitavo mês, no décimo primeiro dia, Ishtar [Vênus] desapareceu no Leste e esteve ausente do céu por dois meses e... 

Dias, e tornou-se visível novamente no Oeste no décimo mês, no... Dia, a colheita será próspera. Se a estrela da Dignidade, o vizir de Tispak, aproximar-se do Escorpião – durante três dias haverá resfriado grave; tosse e fleuma se manifestarão. Outro texto de grande importância para entender o desenvolvimento da astronomia/astrologia dos babilônios é o MUL.APIN, elaborado em 700 a.C., embora sua forma final talvez já existisse por volta de 1000 a.C. Aqui o céu é dividido em três faixas paralelas por onde se distribuem as várias constelações. Cada faixa ou banda é o Caminho de um deus: 33 estrelas formam o Caminho de Enlil; 23, o de Anu; e 15, o de Ea . 

São dezessete ou dezoito constelações que se encontram no curso da Lua, entre as quais nove daquelas que seriam futuramente as constelações zodiacais: Touro, Caranguejo, Leão, Balança, Escorpião, Peixe-Cabra (Capricórnio), As Caudas (Peixes), Talo de Cevada (Virgem) e os Grandes Gêmeos. A eclíptica é dividida em quatro partes, cada uma correspondendo a uma estação do ano, além de constar à data em que o sol entra nas quatro estações, passando de um “Caminho” para outro. Em 747 a.C começam a ser registradas observações datadas de eclipses. Agora os presságios celestes passam a predominar. 

Em meados do século VII a.C. surgem os “Diários” astronômicos, resumos mensais dos movimentos planetários, suas posições em relação às constelações e também as datas da primeira e da última visibilidade. Provavelmente por volta do século VI a.C. é que ocorre a divisão da eclíptica em 12 partes iguais. O registro do primeiro zodíaco, uma elaboração genuinamente babilônica, é de 464 a.C. segundo alguns estudiosos não se conhecem nenhum outro zodíaco anterior a este em qualquer parte do mundo, nem mesmo na Grécia, muito menos no Egito. Segundo datações de A. Sachs, as primeiras “cartas” astrológicas individuais ou temas natais remontam ao ano 410 a.C. 

Na mais antiga (13 de janeiro), as posições dos planetas não são indicadas em relação ao zodíaco, nem ao dia de nascimento, mas com referência à aparição sinódica desses corpos celestes em torno da época do nascimento. Os dados são apresentados de forma semelhante ao conteúdo dos Diários: Mês Tebetu, 24 para a manhã de 25, ano 13 de Dario [II], a criança nasceu. Mês Kislimu, por volta do 15° dia, Mercúrio atrás de [=a leste de] Gêmeos, primeira visibilidade no leste. Mês Tebetu: Tebetu 9 solstício; o 26° [última visibilidade lunar antes do nascer do sol]; Mês Shabatu: Shabatu com densas nuvens, por volta do 2°, Mercúrio em Capricórnio ultima visibilidade no leste [...] Mês Tashritu, o 22°, Júpiter 2° ponto estacionário em frente a Aquário... No segundo horóscopo, datado de 29 de abril do mesmo ano, já aparecem às posições dos planetas no dia em questão: Mês [?] Nisan [?], noite [?] do 14° [?] ...filho de Shuma-usur, filho de Shuma-iddina, descendente de Deke, nasceu. 

No momento em que a Lua estava abaixo do chifre do Escorpião, Júpiter em Peixes, Vênus em Touro, Saturno em Câncer, Marte em Gêmeos. Mercúrio, que havia se posto [pela última vez], estava [ainda] in[visível]. Mês Nisan, o 1° [dia em seguida ao 30° dia do mês anterior] [o novo crescente tendo estado visível por] 28 [ush] , [a duração da visibilidade da Lua após o nascer do sol no] 14° [?] foi 4,40 [?] [ush]; o 27° foi o dia em que a lua apareceu pela última vez. [As coisas?] ficarão boas para você. Mês Du’uz, ano 12, [a]no [?] 8... 

 Os “horóscopos” subsequentes revelam uma continuidade em relação ao discurso tradicional. As interpretações, quando incluídas, lembram claramente as previsões individuais da literatura que trata dos presságios, além de prenunciarem a futura astrologia helenista. Mais uma vez, é Sachs quem nos dá a data de um “horóscopo” babilônico calculado para o dia 3 de junho de 235 a.C., já no período grego. As posições planetárias incluem os graus do zodíaco, embora sem citar o Ascendente. Ano 77 [da Era Selêucida, mês] Siman, [do] 4° [dia até? algum? tempo?] na última parte da noite [do] quinto [dia], nasceu Aristócrates. 

Nesse dia, Lua em Leão. Sol em 12;30° em Gêmeos. [...] Júpiter...em 18 graus de Sagitário. O lugar de Júpiter [significa]: [sua vida? Será] normal, boa; ele ficará rico, chegará à velhice [...] Vênus em 4 graus de Touro. O lugar de Vênus [significa]: para aonde quer que vá, será favorável [para ele]; ele terá filhos e filhas. [...] Existem ainda textos da época dos primeiros “horóscopos” que poderíamos chamar de teóricos, pois dão instruções para interpretação. Curiosamente, encontramos aqui uma subdivisão zodiacal. Cada um dos 12 signos é dividido em 12 partes de 2°30’ de arco. São, segundo a terminologia grega, as dodecatemorias de um dodecatemorium, ou seja, 1 doze avos dividido em 12 partes. Outro aspecto dessa proto-astrologia babilônica é que também leva em conta o momento da concepção e a possível utilização das triplicidades. 

 Pouco mais de um século antes de aparecerem esses “horóscopos”, algo em torno de 315 a.C.,o astrólogo Kidinnu (Cidenas ou Kidenas, em grego) funda uma escola de astrologia na Babilônia, onde estudaram muitos gregos que foram para a Mesopotâmia após as conquistas de Alexandre. Consta que ele posicionava os equinócios e solstícios no oitavo grau dos signos cardeais, e que também, segundo Estrabão, teria influenciado o grande astrônomo (e provavelmente astrólogo) Hiparco. Este, aliás, posicionava o equinócio vernal em 0 grau de Áries, embora os calendários romanos geralmente usassem o oitavo grau, a exemplo dos antigos babilônios. 

Outro importante astrólogo babilônio, sem dúvida o mais célebre, foi Beroso. Por volta de 281 a.C., ele teria fundado uma escola de astrologia na ilha de Cos, na Grécia. Segundo Plínio, os atenienses chegaram a erguer uma estátua em sua homenagem. Em horóscopos babilônicos não há nenhuma indicação sobre o Ascendente, cujo primeiro registro aparece num horóscopo grego feito em 22 a.C. e que se refere a um nascimento ocorrido em 27 de dezembro de 72 a.C..

13/06/2008

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