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domingo, 8 de agosto de 2010

Conheça o poder dos Cristais

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Cada cristal tem vários níveis de energia. Basicamente, o seu nível mais interior - o núcleo - mantém a sua integridade apesar das energias desarmônicas. Já os níveis secundários são relativamente sensíveis ao meio ambiente energético e, à medida que as energias estáticas se acumulam nestes níveis, podem bloquear a emissão energética do cristal. De forma geral, a força áurica de um cristal repelirá um percentual significativo de energia negativa. São as energias fortes e constantes que mais afectam o cristal.

Assim sendo, quando estiver a sentir raiva, frustração, tristeza, ou quando ocorreu alguma briga ou discussão no local em que estão dispostos, não se afaste de seu cristal; mas assim que ele tiver cumprido com a sua missão de aliviar este sentimento, trate dele com carinho limpando-o e energizando-o. Lembre-se que ao adquirir um cristal antes de mais nada devemos limpá-lo. A energia que sai dos Cristais, é uma composição dos elementos da natureza e de raios vibracionais, que absorvidos pelo corpo humano, desbloqueiam e alinham os chackras, que são os sete centros de energia. Cada Cristal tem uma função específica, variando de acordo com seu tamanho e coloração, os mais comuns são os de Quartzo (transparente), por ser fácil de alinhar qualquer chackra, os coloridos são usados acima de cada chackra, para problemas específicos.

A Druza sendo um Cristal grande e de várias pontas, é excelente para limpar ambientes e os cristais menores. Eu anteriormente de testar o contato com o esoterismo achavaa tudo isso besteira. Mas, após conhecer melhor os cristais e testa-los, posso garantir que eles emanam energias sim, descarregam o ambiente e servem como devesa contra ataques energeticos ruins.
O poder do cristal varia, pelo seu tamanho, origem e cor, como tambem é muito importante, saber como energiza-lo, purifica-lo de energias negativas e cuidar muito bem dele. Cada orixa na Umbanda-Astrologica, tem o seu cristal, o que os antigos chamam de otá. Como tambem na Astrologia, cada signo e astro regente tem uma pedra indicada.

PRINCIPAIS PEDRAS DOS SIGNOS
Áries: (21/03 a 20/04)
Jaspe, Topázio

Touro: (21/04 a 20/05)
Quartzo Rosa, Lápis Lázuli

Gêmeos: (21/05 a 20/06)
Citrino, Olho de Tigre, Ágata

Câncer: (21/06 a 21/07)
Quartzo cristal, Quartzo fumê

Leão: (22/07 a 21/08)
Quartzo cristal, Ágata

Virgem: (22/08 a 22/09)
Ágata, Jaspe

Libra: (23/09 a 22/10)
Quartzo cristal, Quartzo fumê

Escorpião: (23/10 a 22/11)
Jaspe, Citrino

Sagitário: (23/11 a 22/12)
Topázio, Quartzo cristal

Capricórnio: (23/12 a 19/01)
Quartzo fumê, Ônix

Aquário: (20/01 a 19/02)
Água marinha, Quartzo cristal

Peixes: (20/02 a 20/03)
Ametista, Quartzo cristal
Carlos Lima - Tarologo, Astrologo e Pesquisador.

PSICOLOGIA ASTROLOGIA E TRANSFORMAÇAO

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SEMEANDO A CONSCIÊNCIA

JEAN-YVES LELOUP
Nesta entrevista a PLANETA, o francês Jean-Yves Leloup - teólogo, filósofo, PhD em psicologia transpessoal e padre da Igreja ortodoxa - fala de busca espiritual, reencarnação, astrologia e evolução humana. Jean-Yves Leloup é um dos pensadores importantes da atualidade. Nascido em 1950, na França, ele é um cidadão do mundo. Filósofo, terapeuta transpessoal, teólogo, ele é padre da Igreja ortodoxa na França, tendo traduzido e interpretado textos bíblicos. Seu pensamento é poético, universalista, multidimensional. Conferencista reconhecido internacionalmente, Leloup vem regularmente ao Brasil proferir seminários organizados pela Universidade da Paz.
Para Marie de Solemne, uma estudiosa da sua obra, "a considerável força da palavra de Jean-Yves Leloup é que ela é sistematicamente informada, ao mesmo tempo, por uma reflexão filosófica, psicanalítica e espiritual"... Os livros de Jean-Yves estão publicados em vários idiomas e fazem sucesso no Brasil. Entre os seus últimos lançamentos estão Amar... Apesar de Tudo e A Arte da Atenção, ambos da Editora Verus. A entrevista a seguir foi concedida na sede da Unipaz, em Brasília.

PLANETA - Você é sacerdote da Igreja ortodoxa...
Leloup - A ortodoxia é a tradição das origens do cristianismo. Inicialmente, o cristianismo era uma comunhão de igrejas. Havia a igreja de Jerusalém, a de Antióquia, a de Éfeso, a de Roma. Foi só no século 12 que a igreja de Roma se separou. As diferentes igrejas ortodoxas preservaram a tradição de comunhão e permaneceram unidas apesar das diferenças.

PLANETA - Você acredita em astrologia?
Leloup - O homem é uma fração do universo e depende dos astros. Isso faz parte da sua unidade com o cosmo. Gosto das palavras de São Tomás de Aquino, que diz que os homens dependem dos astros, mas são maiores do que eles. Não somos completamente determinados pelos astros. O homem é uma mistura de natureza e de aventura. Creio na astrologia, mas não no determinismo.

PLANETA - Quando você diz que aceita postulados da astrologia, essa é uma opinião pessoal ou é um consenso em sua igreja?
Leloup - Na Igreja ortodoxa há diferentes teólogos, com pontos de vista diversos. A linha de pensamento em que estou engajado respeita a astrologia. A consciência da relação do homem com o universo, a consciência da sua liberdade e a consciência daquilo que o ser humano faz em relação ao universo - essas são questões muito tradicionais.

PLANETA - No livro A Arte da Atenção,você define o oceano como "um deserto em movimento". O deserto parece ser um dos seus temas constantes. Se para você o deserto é uma metáfora, o que exatamente ele simboliza?
Leloup - Simboliza o silêncio - o silêncio de onde vem a palavra e para onde a palavra volta. O deserto é também uma metáfora da vacuidade - a vacuidade de onde vem o mundo e para onde esse mundo volta. Quando estamos no deserto, nesse espaço de silêncio, nós nos aproximamos dessa vacuidade essencial e não somos distraídos pelas formas. Entramos em contato com o que não tem forma - a origem de todas as formas.

PLANETA - Você acredita em reencarnação?
Leloup - A reencarnação é uma explicação possível. Ela é importante para dar-nos um sentido de responsabilidade e para colocar-nos em contato com as conseqüências dos nossos atos. A idéia de reencarnação está ligada à idéia de justiça e à lei do carma. O Evangelho diz que você colhe o que planta. Nesse sentido, a idéia da reencarnação pode ser útil. Mas os grandes sábios da Índia dizem que a reencarnação é uma crença popular e uma forma de interpretar o que está além do espaço e do tempo. Crer na reencarnação é acreditar na continuidade do espaço-tempo. Por isso, há uma diferença entre reencarnação e ressurreição. O objetivo humano é sair do ciclo da reencarnação e atingir um estado de ressurreição que está além da necessidade de reencarnar e constitui uma libertação. Quando perguntaram ao indiano Ramana Maharshi para onde ele iria depois da sua morte, ele respondeu: "Irei para onde sempre estive." Ele não fala de reencarnação, nem do encadeamento de causas e efeitos. Ele destaca que há dentro de nós algo que está livre da roda de causas e efeitos, livre do samsara. É esse estado de despertar que devemos descobrir.

PLANETA - O que é Deus? É uma entidade antropomórfica que toma decisões como se fosse um ser humano, com seu hemisfério cerebral esquerdo, que gosta ou não gosta, que se apega ou rejeita algo? Ou Deus é apenas uma lei universal?
Leloup - Cada um tem sua religião conforme o seu nível de consciência. Nossa imagem de Deus é feita de acordo com o que a nossa consciência pode conter. É por isso que existem imagens de Deus muito infantis - Deus como uma grande mãe ou um grande pai, como uma fonte de segurança. Meister Eckhart escreveu que, para alguns, Deus é como uma vaca leiteira, algo que tem de suprir as nossas necessidades. Para outros, Deus é aquilo que coloca em ordem a sociedade humana e o universo, é a lei natural. Para outros, ainda, Deus é apenas uma palavra, e tudo o que podemos pensar de Deus não é Deus, mas apenas a nossa representação dele. Assim, também, o que conhecemos da matéria não é a matéria, mas apenas o que os nossos instrumentos de compreensão nos permitem perceber. Por isso, quando usamos a palavra Deus, é bom saber do que estamos falando. Ao longo da nossa vida pessoal, nossa imagem de Deus pode mudar. Aquilo que a gente aprendeu no catecismo, em outro momento ganha outro significado. O que aprendemos sobre química no primeiro grau não é o que aprendemos na universidade. Às vezes, no entanto, ficamos fixados nas imagens da escola de primeiro grau. O mais importante, claro, é a nossa experiência. O que quero dizer quando falo de Deus? Que experiências estão por trás dessa palavra? Para mim, essa é uma experiência de serenidade, de silêncio, de amor e de luz.

PLANETA - Em seus livros, você aborda "a memória do corpo"...
Leloup - O corpo é a nossa memória mais arcaica. Tudo aquilo que uma criança viveu fica guardado na forma de impressões em seu corpo. Quando tocamos um corpo, tocamos toda essa memória. Assim, você não pode tocar determinadas pessoas em determinadas áreas, porque ali há registros de memórias antigas. Karl Graf Dürkheim dizia que quando fazemos massagem em alguém, não estamos tocando um corpo, estamos tocando uma pessoa. O corpo é animado, pleno de memórias.

PLANETA - Como você vê a relação entre o individual e o social? Penso que ficamos capengas se nos engajamos na transformação social sem fazer uma autotransformação, mas também ficamos incompletos se tentamos uma autotransformação sem levar em conta a sociedade ao nosso redor.
Leloup - É importante observar as duas coisas. Isso me faz lembrar do que me disse um rabino em Jerusalém: que nunca haverá paz ali enquanto o ser humano não fizer a paz dentro de si mesmo... E fazer a paz em Jerusalém significa fazer a paz nos diferentes bairros. O bairro judeu, o bairro árabe, o bairro cristão, etc. Nós também temos de construir essa paz nos nossos diferentes bairros, o bairro do coração, o bairro da mente, o bairro do corpo. Se fizermos paz em nosso próprio interior, poderemos fazer a paz no mundo. Há uma interpenetração do individual e do social. Quando me preocupo com a sociedade, eu me transformo. Cuidar do outro me revela a mim mesmo. Quando conheço o outro, conheço a mim mesmo. O Evangelho de São Tomé diz que o reino está no interior e no exterior. Se o reino estivesse somente no interior, poderíamos abandonar o mundo e viver apenas em meditação. Se o reino estivesse só no exterior, não teríamos de meditar, e poderíamos ocupar-nos o tempo todo da sociedade. Mas o que Jesus fala é que o reino está dentro e fora, e eu acho que esse é o segredo do amor. Porque o amor é aquilo que o ser humano tem de mais interior e, ao mesmo tempo, ele tem conseqüências no mundo exterior.

PLANETA - Qual é o impacto que a busca espiritual dos indivíduos tem, ou deveria ter, sobre as estruturas sociais? A nossa cultura espiritual, hoje, não deveria incluir uma preocupação explícita com mudanças sociais?
Leloup - Não há oposição entre o que é interior e o que é exterior. Cada um deve seguir aquilo que o espírito lhe inspira. Para alguns, é através da ação que se ama. Para outros, é através da meditação ou da oração. A ação e a contemplação são como os dois olhos em um mesmo olhar. Às vezes o amor nos convida à interiorização. Em outros momentos o amor nos leva a agir, a produzir. A única condição necessária é que façamos todas as coisas a partir do melhor de nós mesmos. Não se deve comparar a ação de Madre Teresa com a ação de um eremita dentro de sua gruta. Cada um age da sua maneira pelo bem-estar da humanidade.

PLANETA - Como você vê, hoje, a marcha da evolução humana?
Leloup - Vejo a humanidade em uma situação de apocalipse, entendendo a palavra apocalipse como revelação. Há algo desmoronando, e há também algo que está nascendo. Nós escutamos o barulho do carvalho que cai, mas não escutamos o barulho da floresta que brota. Ouvimos o ruído das torres desmoronando, mas não escutamos a consciência que desperta. No mundo de hoje há muitas coisas que desmoronam, e em geral falamos das coisas que fazem ruído, mas não falamos das sementes de consciência e de luz que estão germinando...

PLANETA - Qual o significado do ascetismo no caminho espiritual?
Leloup - O ascetismo é um caminho para prazeres mais sutis.

PLANETA - O que separa uma religião da outra?
Leloup - Creio que é a ignorância, junto com a vaidade e o desejo de poder. Quando conhece o outro, você o respeita. Se não há desejo de poder, há lugar para todos. Em um canteiro de flores há lugar para as flores azuis, para as brancas, e cada uma delas cresce em direção à luz.

PLANETA - O que as religiões têm a ensinar umas às outras?
Leloup - Cada uma pode ensinar às outras a sua diferença, o que a distingue. Não podemos fazer um buquê, se todas as flores tiverem a mesma cor. Se todas as pessoas pensam igual, então elas não pensam mais. O pensamento dos outros estimula o nosso pensamento. A maneira como os outros consideram o absoluto me permite relativizar minha própria maneira de considerar o absoluto. Isso me impede de construir um dogma e me leva a um conhecimento mais profundo.

PLANETA - Como você vê o Brasil?
Leloup - Tenho a impressão de que o Brasil não tem uma coisa ou outra, ele tem todas as coisas. E há a riqueza da natureza, a riqueza das culturas mescladas. Mas sinto que no mundo político há alguma coisa artificial. Sinto que há uma esquizofrenia. O Brasil tem uma coisa muito forte, espontânea, próxima do paraíso talvez, mas há também algo que impede o surgimento desse paraíso.

PLANETA - Existe uma relação entre a atenção e a prática do desapego...
Leloup - Só podemos estar atentos instante a instante. Mas se estivermos atentos a este instante estaremos desapegados em relação ao instante anterior. A atenção é a arte de viver no momento presente, e para isso é preciso estar livre do passado e do futuro. A arte da atenção é a arte de estar no presente. O presente está ligado ao passado e ao futuro, mas ao mesmo tempo ele está desapegado em relação a eles. Isso me faz pensar em umas palavras de Buda: "Se quiser conhecer sua vida anterior", disse o Buda, "esteja atento para o que você é e faz hoje". Aquilo que você é hoje é o resultado do que você foi. Se você quiser conhecer a sua vida futura, esteja atento para o que você é e faz hoje. Porque o que você é hoje constitui a origem do que virá mais tarde. Há também as palavras de Cristo: "Não olhe para trás e não se preocupe com o futuro, mas faça bem aquilo que você tem de fazer no momento presente."

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O CARMA E LIÇÕES DE VIDA

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Há quatro grandes grupos de carma que operam em nossas vidas. O primeiro é chamado de carma reprodutivo. É a força daquelas ações que exercemos que tem o poder para determinar o renascimento. O tipo de ações que tem o poder de determinar se vamos nascer no mundo humano ou em mundos inferiores, nos planos celestes ou brâmicos da existência.

"Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz a perdição, e muitos são os que entram por ela; e porque estreita é a porta e apertado o caminho que leva a vida, e poucos há que a encontrem." Jesus Cristo (Mateus – 7,13)

Uma vez perguntaram ao Buda porque algumas pessoas nasciam ricas, outras pobres; porque algumas tinham corpos saudáveis, outras doentes. Porque algumas pessoas são tão lindas e outras tão feias? E assim por diante! Muitas perguntas foram feitas a ele. Em especial o que causava essas diferenças que podem ser vistas entre as pessoas? Ele respondeu que todos os seres são herdeiros de seu próprio carma passado. São, na verdade, nossos atos passados o útero do qual nascemos. A vida como ela é experimentada no presente é o resultado da força acumulada de todas as nossas ações do passado.

O Buda continuou explicando quais tipos de ações levavam a quais resultados específicos. Ele disse que seres que tiram a vida de outros seres, vivem muito pouco tempo. Seres que se abstêm de matar, experimentam um tempo de vida longo. Pessoas que causam mal e dor a outros seres vivos, experimentam muitas enfermidades e doenças. Aqueles que praticam não causar mal aos outros, não-violência, experimentam boa saúde. Ele disse que aqueles que são gananciosos, miseráveis, experimentam grande pobreza. Aqueles seres que praticam a generosidade, o compartilhar, são mãos-abertas, experimentam a abundância. Esta é a lei da causa e efeito em funcionamento. Cada ação produz um certo resultado.

Os seres que se envolvem em comportamentos não-harmoniosos, tais como adultério ou roubo, têm como resultado a associação com pessoas insensatas, não conseguem muitos bons amigos, não chegam a entrar em contato com o Dharma. Aqueles que praticam as restrições morais básicas acabarão vivendo em locais agradáveis, terão muitos bons amigos e terão muita ajuda ao longo de seu caminho. Aqueles que nunca questionam o porquê da vida, que nunca tentam analisar ou compreender a natureza das coisas, nascem parvos ou estúpidos. Aqueles que questionam, que sondam, que investigam, que tentam buscar respostas para este mistério da vida tornam-se muito sábios. Novamente, é a lei da causa e efeito em funcionamento. Aqueles que praticam um falar gentil, amoroso e harmonioso acabam experimentando grande beleza como resultado. As pessoas que utilizam muita linguagem abusiva, rude, com palavras de ira, assumem uma aparência feia.

O segundo tipo de carma é chamado carma de suporte. São aquelas ações que apoiam o carma reprodutivo. Por exemplo: suponha que temos um bom carma reprodutivo e nascemos no mundo humano. Esse é um bom renascimento, um plano feliz de existência. O carma de suporte são todas aquelas ações que fazem nossa experiência como humanos ser agradável. Reforça um bom carma reprodutivo e é causa de todo o tipo de alegrias. O terceiro grupo é chamado de carma contra-ativo ou de oposição. Ele atrapalha o carma reprodutivo.

O carma necessário para o renascimento como ser humano foi benéfico, porém se houve um forte carma contra-ativo, ele cria situações desagradáveis. Isso também funciona ao contrário. Suponha que um ser renasça como um animal. Este seria um mau carma reprodutivo; trata-se de um renascimento inferior. Suponha que tenhamos um bom carma de renascimento como seres humanos, mas que experimentamos muita confusão, muita dor, muito sofrimento. Esse é o efeito do carma contra-ativo. O renascimento foi bom.

O carma contra-ativo pode tornar a existência do animal muito prazerosa, como ocorre com muitos animais de estimação. Esses animais vivem com mais conforto do que muita gente. Esse carma poderoso contrabalança o mau carma do renascimento. Ele funciona nos dois sentidos. O último grupo é chamado de carma destrutivo. Ele impede o fluxo das outras forças. Suponha que você atire uma flecha no ar. A flecha tem uma certa intensidade de movimento e, se não for impedida, continuará até que caia num certo lugar distante. O carma destrutivo é como uma força poderosa que segura a flecha no meio do ar, jogando-a no chão.

Há uma história a respeito de um homem da época do Buda que ilustra alguns dos funcionamentos do carma. Ele fez uma oferenda de alimento a um arhant, um ser plenamente iluminado. Após fazer a oferenda, ele começou a se arrepender de tê-lo oferecido. Há seres que experimentam uma morte precoce. Seu carma reprodutivo e o de apoio podem ter sido bons, porém, de alguma forma, por causa de uma ação passada um carma destrutivo poderoso derruba o vôo daquela flecha, interrompe o fluxo das outras forças cármicas.

Conta-se que durante sete reencarnações em seguida, ele renasceu milionário como resultado de ter dado a comida. Traz muito poder dar comida a um ser plenamente iluminado. Porém, como resultado dele ter tido aqueles momentos de arrependimento, esse homem muito rico viveu de uma forma muito miserável, completamente incapaz de curtir os frutos de sua riqueza, pois era muito avarento. Diferentes tipos de carma trazem diferentes resultados dependendo de nossos estados mentais mutáveis.

PALAVRAS DO MESTRE BUDA
Não ponhas tua fé em tradições, mesmo que tenham sido aceitas por muitas gerações e em muitos países.
Não creias em algo porque muitos o repetem.
Não aceites algo baseando-te na autoridade de sábios antigos, nem com base nas afirmações que encontreis nos livros.
Não creias em nada mesmo que as probabilidades estejam a favor.
Não creias em nada que tenhas imaginado, pensando que um deus te inspirou.
Não creias em nada baseando-te na autoridade de mestres ou sacerdotes.
Depois de haver examinado algo, crê no que tenhas comprovado por ti mesmo, achado razoável
e que esteja em conformidade com o teu bem estar e das demais pessoas.

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