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quarta-feira, 4 de agosto de 2021

A Influencia sobre a Mulher


Influencia dos astros na sexualidade da Mulher. A maioria das pessoas não gosta de falar de sexo, assim também como não gosto de falar de seu corpo e grande maioria das pessoas especialmente os homens não gostam de procurar ajuda medica referente a essa área por causa de uma vergonha gerada pelo preconceito criado pela sociedade. A mulher é em especial é um ser muito complexo e muito mais do que o homem e está ligada em maior harmonia sincronizada com a Natureza. Não é a toa que ela é a “geradora de vida” atuando como um portal por onde os espíritos encarnam e se preparam por um período de nove meses até ficarem aptos a adentrar em contato direto com o mundo. 

Os ciclos vitais da mulher estão ligados em harmonia perfeita com os ciclos dos astros e a influencia deles atuam diretamente no corpo da mulher servindo como administração através dos chacras. Note em especial o ciclo fértil da mulher como é sincronizado com o ciclo lunar. Isso envolve hormônios, líquidos e mutação constante. Nela vemos a de uma pequena semente no corpo da mulher que é um dos dois grandes responsáveis pela reprodução humana. Essa semente é o óvulo, que representa a contribuição da mãe para a origem de um novo ser. Mas, até que a fruta amadureça e libere essa semente, há também um longo processo de evolução. Por isso, a liberação do óvulo - isto é, a ovulação - é a fase principal do ciclo menstrual. 

A menstruação em si é apenas a manifestação aparente de todo o trabalho efetuado continuamente pelo aparelho genital feminino. Embora a maturidade sexual demore a chegar, a menina ao nascer já possui todos os dispositivos para o posterior desenvolvimento. Na infância já aparecem, na porção profunda dos ovários - que ainda estão inativos - as frutinhas que mais tarde tornarão a mulher apta a reproduzir. São as microscópicas formações denominadas folículos ovarianos. Depois de inúmeras transformações, o folículo amadurece e solta a semente: o óvulo. A liberação do óvulo é a fase final de toda a evolução dos folículos. Mas, dos 500.000 folículos que, ao nascer, a menina apresenta em ambos os ovários, apenas uns 400 vão conseguir passar por completo desenvolvimento e chegar a amadurecer e liberar o óvulo. 

Os demais degeneram sem produzir óvulos - a fruta seca antes de ter a semente. Quando a menina atinge a puberdade, uma parte considerável desses folículos já se apresenta degenerada. Depois, durante o período fértil da vida da mulher, esse processo degenerativo continua, ao lado da produção cíclica de óvulos. E finalmente, quando chega o climatério, ocorre a degeneração final dos folículos ainda presentes. A VIDA DE UM FOLÍCULO Mas essa frutinha - o folículo - tem também sua longa e complexa vida, que passa por três fases principais de desenvolvimento, inicialmente, estão todas guardadas nos ovários, em absoluto repouso. 

Nessa fase inicial, são denominados folículos primários. Cada folículo constitui-se de uma única célula central, imatura - o oócito - cercada por uma fina camada de células achatadas. Esse repouso dura anos. Por volta dos 9 anos, idade em que se inicia o período que prepara a puberdade, os folículos primários começam a dirigir-se lentamente para a superfície dos ovários. Na puberdade, em torno de 11 a 13 anos, entram um a um em processo de amadurecimento, em cada ciclo menstrual. Notem que a puberdade se apresenta após completar-se o Circulo Solar Zodiacal com a progressão do Sol pelos 12 signos. 

Começa então a segunda fase da vida do folículo. A camada celular que envolve o oócito diferencia-se em duas: uma camada interna, granulosa e outra externa, chamada teca. A partir desse momento, o folículo começa a aumentar de volume na superfície do ovário. Paralelamente, o oócito se desenvolve e se transforma no óvulo. Ao mesmo tempo, entre as membranas das células da camada granulosa, formam-se pequenos espaços, onde há acúmulo de um liquido. É quando a ação da Lua que rege os líquidos em nosso corpo age com maior intensidade sobre o ser feminino. Pouco a pouco, Esses espaços se juntam e forma-se uma cavidade. 

O liquido dessa cavidade, claro e transparente, contém grande quantidade de estrógeno. Ai também já se percebe a ação de Vênus que vem despertando a transformação e formação das formas no corpo. Por isso o estrógeno era antigamente conhecido como foliculina. Em cada ciclo menstrual, apenas um dos inúmeros folículos dos ovários amadurece. Ao atingir o desenvolvimento máximo, na terceira fase de evolução, recebe o nome de folículo maduro, ou de Graaf: a fruta madura está pronta para soltar a semente. O folículo sobressai na superfície externa do ovário, como um bago de uva. É o momento da ovulação, fase principal do processo. A porção mais saliente do folículo, por fora do ovário, rompe-se: o óvulo e parte do liquido folicular "caem" na cavidade abdominal. No local da ruptura ocorre uma pequena hemorragia. 

A parede do folículo retrai-se: a "uva" murcha e se transforma num saquinho flácido e enrugado, coma uma uva-passa. Após a ovulação, as células do folículo multiplicam-se e se transformam nas grandes células luteínicas. E os restos do folículo transformam-se assim no corpo amarelo, ou lúteo. Esse novo corpo produz, além do estrógeno, também a progesterona. O novo hormônio, lançado no organismo, inibe a secreção dos hormônios que provocaram a ovulação; não pode haver outra, enquanto a progesterona estiver agindo. Por isso. Apenas um óvulo é liberado de cada vez. É o fim do processo. 

Uma pequena cicatriz forma-se na parede do ovário, no ponto em que saiu o óvulo. Se a semente lançada no organismo for fecundada, o corpo lúteo continuará a produzir estrógeno e progesterona, o que impedirá uma nova ovulação durante a gravidez. Mas se não houver fecundação, o trabalho do corpo lúteo regridirá, a partir do 8.° dia após a ovulação. Isso ocasionará uma parada na produção dos hormônios ovarianos. Em conseqüência, ocorrerá a menstruação após cada ovulação. A OVULAÇÃO E O PERÍODO MENSTRUAL Uma das conseqüências imediatas da ovulação é a produção dos dois hormônios ovarianos: o estrógeno e a progesterona, que determinam todas as mudanças cíclicas do organismo feminino. 

A produção desses dois hormônios divide o ciclo menstrual em duas fases. A primeira relaciona-se à época em que o folículo primário amadurece, e produz somente estrógeno - é a fase estrogênica, que se processa sob orientação do hormônio folículo estimulante (FSH). A segunda depende da presença do corpo 1úteo formado pelo estimulo do hormônio luteinizante (LH) e da prolactina que produz além do estrógeno, também a progesterona: é a fase progestacional. 

A duração do corpo 1úteo é constante: se não houver gravidez, regride sempre após um período de 14 dias. E a ovulação ocorre constantemente 14 dias antes do início da menstruação. Mas na primeira fase não há tanta regularidade: o amadurecimento do folículo pode durar tempo maior ou menor. No ciclo menstrual padrão, de 28 dias, a ovulação se processa exatamente na metade do ciclo menstrual. Veja que é realmente coincidente e sincronizado com o ciclo lunar. Mas em ciclos mais curtos, a ovulação ocorre em data anterior e nos ciclos prolongados, processa-se tardiamente. Esse dado tem muita importância na determinação dos dias férteis da mulher. 

Um período de alguns dias antes e depois da ovulação é considerado fértil: a mulher pode engravidar. Esse prazo de fertilidade é o principio que orienta o método anticoncepcional da abstinência: a mulher evita relações sexuais durante o período fértil. Como a fase estrogênica não tem duração constante, pode ocorrer ocasionalmente uma falha nesse método, em conseqüência da irregularidade do ciclo. Aqui é onde a ação de Vênus sobre a Lua torna-se mais claro e mais direto. Mas os homens que não pensem que a lua e os astros só influenciam as mulheres, pois todos os seres vivos são influenciados pelos eventos constantes do movimento cíclico do Universo. Alem do mais, "Tudo é Duplo; tudo tem dois pólos; tudo tem o seu oposto; o igual e o desigual são a mesma coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau; os extremos se tocam; todas as verdades são meias-verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados", (O Cabalion). 

Este princípio encerra uma simples verdade que encontramos em toda a natureza manifestada. Ele explica que em tudo há dois pólos ou aspectos opostos e que os opostos são simplesmente os dois extremos da mesma coisa, consistindo a diferença numa variação de graus. Ele funciona, tanto no plano físico (na manifestação de Calor e Frio, por exemplo) e no plano mental (na manifestação de Amor e Ódio, por exemplo). É na sexualidade que as pessoas enfrentam de forma mais direta o tema da polaridade. Cada um percebe a sua própria imperfeição e procura no outro aquilo que lhe falta. 

O ser se une fisicamente com o próprio pólo oposto e na união ele experimenta um novo estado de consciência, naquilo que chamamos de orgasmo. Esse orgasmo vem através da busca do prazer vinda da influencia polar misturada entre Vênus e Marte, que simbolizam a iniciativa pra satisfazer o desejo. Isso acontece já no período da puberdade quando os desejos começam a ficarem mais claros e os objetivos definidos e pode-se almejar a satisfação plena que traga a tão sonhada felicidade da saciação. Esta felicidade experimentada com a união nos revela uma coisa importante: ao unirmos as duas polaridades de forma a torná-las uma única coisa, expandimos a sensação de felicidade. Portanto a felicidade é uma conseqüência da "unidade". Mas como podemos permanecer nesta sensação de unidade? Se nós buscarmos esta união somente no plano físico (na sexualidade) a sensação de felicidade irá perdurar somente o tempo que perdura o orgasmo, já que o plano físico submete-se às Leis do Tempo. 

No entanto, se conseguirmos estabelecer a união dos contrários também na nossa consciência, então teremos conseguido a união num plano onde não existe tempo, e conseguiremos assim uma felicidade completa e duradoura. Ou seja, quando o ser não esta mais tão vulnerável as influencias mutáveis e passageiras da Lua, mas já percebe num nível mais elevado a energia de Saturno (o Senhor do Tempo) que a felicidade só é real se for duradoura. Por esta razão, como astrólogo, sei que nosso complemento ideal está sempre no signo oposto ao nosso, ou naquele que nos desafia a nos aperfeiçoarmos. 

De fato, em Astrologia afirmamos que não existem doze signos, mas sim "seis signos e seus opostos", opostos estes que precisam ser reconciliados. Mas esta é uma tarefa bem difícil, não é? De fato, é muito mais fácil nos juntarmos e associarmos com pessoas parecidas conosco que com pessoas diferentes! Por esta razão devemos procurar a união com os elementos opostos aos nossos: Terra e Água, Fogo e Ar. 

No Oriente a sexualidade é tratada de forma muito diferente do que no Ocidente. Vemos isto muito claramente nas figuras representadas nos templos orientais e que são muitas vezes interpretadas como figuras pornográficas. Na realidade aquilo que para nós é visto de forma pornográfica não é nada mais que a representação da "união dos contrários" que leva à felicidade! As figuras representadas são as figuras divinas, do homem e da mulher primordiais, e não tem nenhuma conotação pornográfica. A religião foi quem distorceu a verdadeira importância do sexo para vida, pois sem ele a vida não se expande. 

No Ocidente, somos influenciados por nossa tradição cristã, que colocou o demônio no caminho da sexualidade, isto é, no caminho de busca da felicidade, dividindo para sempre o caminho espiritual e o sexo. No entanto, para efetuar esta transmutação deveríamos compreender profundamente o conceito hermético: "O que está em cima é como o que está embaixo e o que está embaixo é como o que está em cima". Ao unirmos aqui embaixo dois seres de forma complementar, unimos também em cima os dois seres espirituais. Desta forma deduzimos que, a pessoa que tem problemas sexuais no plano físico não conseguirá a união dos opostos no plano espiritual. C.G. Jung (que usava a Astrologia como parte de seu conhecimento), compreendeu perfeitamente esta função da sexualidade e a função que ela tem no caminho da felicidade. 

De fato, a sexualidade é um dos temas de maior conflitos para o homem! E isso perdura desde o inicio dos tempos sabemos disso, portanto deixemos de hipocrisia e admitamos o sexo alem de saudável é importante e muito gostoso! Distúrbios menstruais - TPM A menstruação é a expressão da feminilidade, da fertilidade e da receptividade. A mulher vive neste ritmo lunar e deve submeter-se a ele com todas as limitações que ele representa. Esta submissão é o aspecto principal da feminilidade: a capacidade da mulher de doar a si própria. Ao falarmos dos "dois pólos" falamos do Yin e do Yang, do masculino e do feminino. "O homem é criativo pela luz do Sol e a mulher é receptiva pela luz da Lua", esta é a Lei da Natureza. Não podemos escapar dela. 

Considerando os símbolos arquetípicos da feminilidade, como a Lua e à Água, notamos que as duas renunciam ao brilho próprio, para refletir o brilho dos pólos opostos: o Sol e o Fogo. Portanto, a receptividade é a qualidade central da mulher: é à base de todas as outras capacidades de se abrir, de receber, de acolher, e de esconder. A Água se adapta a qualquer recipiente, recebe e acolhe, esconde nas suas profundezas úmidas, sem fazer nenhum esforço, pois esta é a sua natureza. Quando falamos de polaridades não devemos emitir nenhum tipo de julgamento preconceituoso: o positivo não é melhor do que o negativo, já que este não existiria sem aquele. Portanto, a Água não irá se sentir inferior por não ter as qualidades do Fogo. 

Cada um possui suas qualidades e não deve 'invejar' as qualidades do outro! É por causa destas diferenças de polaridade que existe "a vida"! Assim, a mulher não deve se sentir inferior por causa da sua própria natureza feminina!!! A receptividade e a capacidade de aceitar é algo muito difícil para o homem, já que ela pede a renúncia de sua própria vontade, de seu próprio egocentrismo, gerados pela ação de Marte sobre o Sol. Para viver à feminilidade, a mulher precisa “nos abrir” e dar uma parte de si mesma. Ela doa de fato uma parte de si própria todos os meses, através da menstruação, e doa ainda mais de si ao aceitar uma gravidez e ao dar a luz um filho! Isso é a ação da beleza de Vênus sobre a Lua. 

E quando a mulher "emancipada e feminista" não aceita esta regra imposta pela natureza, começa a manifestar os distúrbios e as dores menstruais aparecem, assim como a esterilidade e a frigidez. Aparecendo assim, a ação incomum de Urano sobre a natureza da mulher, que desenvolve uma mente anarquista e “moderninha”. Culpada disso é sem dúvida nossa sociedade “moderna”, que se afasta cada vez mais da sabedoria tradicional. A mulher moderna aceita uma feminilidade falsa, estética, onde ela vive a sua feminilidade sem aceitar as regras que lhe são inerentes. E quem manifesta de forma dolorosa a sua feminilidade, sofre de TPM, de dores menstruais, etc. por que facilita a ação de astros maléficos que poderão agir através de um Saturno, “o Grande Provador”, que tentara fazer correções nesse ser. Quem sabe entregar-se ao outro, entregar-se ao orgasmo, sabe fazê-lo também com a sua menstruação, e terá menos problemas neste campo. De fato, o orgasmo é como "uma pequena morte", como o é o sono, e como o é a menstruação, já que este é um pequeno processo de morte que se manifesta quando o óvulo ao morrer, se dissolve no sangue mensal. Porém, a morte expõe o simbolismo de libertação do Eu e de suas manipulações, para deixarmos que as coisas "sigam o seu curso". 

O orgasmo é uma "pequena morte" porque pede a morte do Eu na fusão com o Outro. É como um eclipse onde um encobre o outro e tornam-se unos harmonicamente. Ao permanecermos ligados ao nosso Eu não conseguimos nos entregar ao orgasmo. Abrindo mão do poder e do controle sobre o outro, nos deixamos à natureza seguir o seu curso. Podemos observar que outro distúrbio ligado à negação da feminilidade é a anorexia, que é normalmente seguida pela amenorreia secundária, ou suspensão da menstruação. 

As mulheres anoréxicas têm medo de sua própria feminilidade, da fertilidade e da maternidade, cujo símbolo é a menstruação. Isso é gerado de uma ação maléfica de Júpiter e Netuno mal aspectados e desarmônicos com Vênus e com a Lua, e anula a energia doadora e passiva de ambos. Portanto o medo suprime a menstruação. Aliás, em outras situações de medo, como em catástrofes, nas prisões, nos campos de concentração, em grandes momentos de dor ou desespero muitas vezes as mulheres sofrem de uma amenorreia secundária, já que nestes casos ela não consegue se doar, ou ser receptiva. Do mesmo modo, a negação à feminilidade leva a frigidez. Na realidade não existem mulheres frígidas, existem mulheres que não conseguem lidar corretamente com sua própria feminilidade, com seu papel receptivo, imposto pela mãe natureza. Isto pode ser visto quando em seu Mapa Natal o Astrólogo percebe uma predominância do elemento masculino ou do elemento controlador e de poder. 

A falta de equilíbrio entre os dois pólos pode levar a mulher à frigidez, ou mesmo à inversão de papeis. Esta inversão de papeis, ou inversão de pólos, pode acontecer também com os homens, que desta forma não conseguem se identificar com o papel masculino imposto pela natureza e buscam o modelo feminino. Este desequilíbrio também pode ser detectado no Mapa Natal da pessoa, e o Astrólogo consciente de seu papel, poderá então indicar um terapeuta e uma boa terapia floral para restabelecer o equilíbrio de Yin e Yang. 

 Carlinhos Lima - Astrólogo
11/6/2008

terça-feira, 3 de agosto de 2021

A homossexualidade na Astrologia



Existem mapas de gays, de lésbicas? É possível distinguir um homossexual de um heterossexual analisando apenas o mapa astrológico? Será que a astrologia pode contribuir de alguma forma para o esclarecimento da polêmica e intrincada questão da homossexualidade? A pergunta é: o que influencia é a Biologia ou Ambiente? Mas, o que de fato é ser homossexual? Pelo o que sabemos é todo indivíduo, homem ou mulher, que sente atração sexual por outros indivíduos do mesmo sexo – pelo menos é essa uma definição razoável e aceita pela maioria das pessoas. 





A identificação social geralmente é feita com base na observação de certos comportamentos que indicam feminilidade ou masculinidade. Se o homem, por exemplo, demonstrar feminilidade nos gestos e na linguagem, na certa será apontado como gay, e se a mulher exibir maneiras masculinas na fala, no vestuário ou em suas expressões, provavelmente será vista como lésbica. Ao assumir características comportamentais do outro sexo, fatalmente homens e mulheres passam a ser rotulados de homossexuais. Mas será que eles não sentem atração pelo outro sexo? Um homem “feminino” sempre sente atração por homens? Só por homens? E a mulher “masculina”? Acontece à mesma coisa em relação a elas? A realidade não parece ser tão segmentada como desejam os mais conservadores e preconceituosos. A bissexualidade também é uma realidade, e assim temos todas as combinações possíveis. 

Combinações, aliás, encontradas igualmente no mundo animal, para desespero dos defensores das relações “naturais”. A homossexualidade e a bissexualidade, em si, não são fenômenos culturais, “degenerações” da moral ou mesmo, ao que tudo indica, resultado de algum trauma infantil. Não sabemos, por exemplo, por que um corpo feminino procura prazer sexual em outro corpo igualmente feminino, já que a anatomia deste corpo, assim como a do corpo masculino, pressupõe um necessário contato com o outro sexo. Em particular eu vejo isso como uma distorção da personalidade e porque tenham animais com esse comportamento não serve de explicação pra dizer que é uma vontade do Criador, pois também denota que pode ser uma opção assim como os humanos. 

Essa opção pode ter sido estimulada no momento em que esses animais começam a desenvolver sua sexualidade e só tem como opção a companhia de animais do mesmo sexo e passando assim a desenvolver o habito de praticas homossexuais. Alem do mais, um psicopata assassino entre os humanos não pode se explicar mostrando um exemplo de que na natureza também exista animais ferozes que gostam de matar, pois tudo isso é com certeza desvio de conduta e de comportamento tanto nos bichos como nos homens. 

Nos animais, no entanto pode se encontrar uma desculpa se a matança praticada pelo animal for pela sobrevivência. Entre os humanos como faziam os samurais e ninjas que eram matadores profissionais não podemos dar a mesma desculpa, pois eles tinham outra opção. Do ponto de vista evolutivo, mais estranho ainda. Qual a vantagem do sexo entre dois homens ou entre duas mulheres? Pois não geram descendentes. Por que perdura esse comportamento aparentemente absurdo e estranho? A resposta definitiva ainda não foi dada, mas atualmente, diante dos resultados de algumas pesquisas, o determinante biológico ganha cada vez mais adeptos, embora não se descarte o papel do contexto ambiental. Evidências como pequenas diferenças neuroanatômicas no hipotálamo e também na ligação entre os hemisférios cerebrais, onde o padrão de homossexuais masculinos é semelhante ao das mulheres, mas difere do padrão dos heterossexuais masculinos, sugerem uma orientação sexual muito provavelmente inata. Além disso, constatou-se influência genética e dos hormônios pré-natais. 

De qualquer forma, a maioria não escolhe ser homossexual. Não é uma opção de vida nem uma doença, nem tampouco “sem-vergonhice”, como quer a “sabedoria” popular. Mas alguns optam por uma questão de moda ou de envolvimentos com algumas influencias, sejam de grupos ou até mesmo por questão de sobrevivência no meio social. Um exemplo disso são os chamados cafetões, figura tão conhecida nos grandes centros. Certamente, como algo bem definido, manifesta-se numa minoria, assim como ser canhoto. Outra coisa: tudo leva a crer que não há fatores ambientais que determinem a orientação sexual, como acreditavam os psicanalistas, ou que uma criança ou um jovem acabem seguindo um modelo, como um professor ou professora, artistas ou amigos e amigas. 

O ambiente talvez possa, sim, facilitar ou dificultar, inibir, a manifestação de uma tendência inata. Um exemplo a ser observado é o de homens que passam anos dentro de um presídio e saem de lá em sua grande maioria homossexuais. Apesar de tudo isso, do conhecimento que temos no mundo moderno, o homem gay e a mulher lésbica ainda é estigmatizados em nossa cultura ocidental e, pior ainda, duramente perseguidos e até condenados à morte em outras culturas que se dizem “espiritualistas”. 

O que é lamentável e horrível. Eu particularmente não tenho nada contra a opção de uma pessoa no que se refere a sexualidade, mas só o que eu acho é que elas tem que pensar bem antes de tomar essa opção. As pessoas com essas tendências em sua grande maioria são pessoas puras e de espírito iluminado e por isso não devem se deixar levar só pelos instintos sexuais. Por que apesar de termos uma ideia de liberdade no mundo moderno a nossa missão como procriadores e genitores não foi descartada, talvez seja ela a mais importante na vida espiritual dos seres humanos. 

Não há nada de errado em se amar alguém do mesmo sexo, mas um envolvimento físico é a meu ver totalmente fora da mecânica sexual que o universo projetou pra nós. E não se enganem com as historias inventadas por difamadores que dizem que certos personagens importantes da historia eram Gays, eles só não querem ficar sozinhos no barco da vida. Mas eles deviam pensar duas vezes antes de deturpar e manchar a historia de uma pessoa, pois antes de tomar uma biografia feita por um historiador como verdadeira devemos primeiro saber quem realmente é esse sujeito. Alem do mais uma frase muito simples, mas muito sabia diz: “nem tudo é o que parece ser”. 

Nós devemos aceitar a opção dos outros, pois suas opções sexuais não os tornam boas ou ruins, além disso, todos nós temos o direito de escolher o que é melhor pra nós. No entanto ao mesmo tempo em que devemos respeitar a opção não devemos tentar influenciar de forma alguma nem dizendo que isso ou aquilo está certo nem tampouco hostiliza-los. Mesmo sem observarmos leis religiosas temos por certo que a castidade é uma coisa magnífica. Sabemos inda que muito pouca gente consegue alcança-la com profundidade, pois muitos a praticam ou por fanatismo e sectarismo religioso, ou por influencia. No entanto ela só é verdadeira quando nasce de um desejo profundo de nossa alma. Mas já que nós somos fracos e não conseguimos ser castos devemos ao menos tentar ser fieis e limpos conosco agindo com sinceridade com nós mesmos. Isso quer dizer que as opções têm que ser tomadas baseadas no amor e na verdade. Por isso muitos se tornaram mestres através de muita meditação, pois com meditação podemos ter uma maior noção do que realmente é bom pra nós. Mas o importante é que não estejamos influenciados por nenhum tipo de religião que na maioria das vezes só servem pra aprisionar e impedir que o ser humano evolua. 

O que eu quero dizer com meditação é que temos que nos decidir pelo que realmente satisfaz nossa alma. e não somente nossos desejos e instintos sexuais, pois muitos se dizem homossexuais e acham que se decidiram, mas só estão se deixando levar pelos desejos que muitas vezes foram influenciados ou até manipulados por pessoas inescrupulosas. O nosso corpo é o templo onde habita nossa alma e é a morada do Criador por isso devemos em primeiro lugar nos respeitar pra que tenhamos respeito. Com certeza os heterossexuais também não tomam essa opção com tanta profundidade e a maioria deles o faz também por meio de influencia. Por isso muitos são insatisfeitos e mal compreendidos, ou não se satisfazem com o sexo oposto por que não assumem o desejo da sua alma. Por isso tanto pra um quanto pra outro é muito importante se descobrir e desenvolver sua natureza não por influencias ou simplesmente desejos, mas por uma escolha interna e que nasça da alma. 

Que Deus ilumine a todos e que o sexo seja visto como ele deve ser visto por todos nós: como a satisfação do amor e a conexão com a Magia Criadora do Universo. Pois o orgasmo é tão bom porque liga nossa mente a planos mais elevados. A prova disso é que através do orgasmo se realiza a fecundação que traz um novo espírito ao mundo. Alem disso transar é uma delicia. Principalmente quando é feito com amor e não com imposições de um ou de outro. Como eu disse a castidade é maravilhosa, mas como nem todos conseguem seguir por esse caminho, devemos então fazer ao menos o que o amor nos orienta que é ser felizes com nós mesmos e com os outros. Pois muitos se enfiam em igrejas pregando a castidade, mas por dentro são furacões arrasadores, que os fazem dizer uma coisa e fazer outra por baixo do pano. Por isso sejamos sinceros com nós e com Deus. O que tenho a dizer é: eu gosto de sexo e você? 

 Carlinhos Lima – Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador.
11/6/2008


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A Influencia de Marte sobre os Homens 2



Marte a Ereção e Sexualidade dos Homens 2 Ares, o deus mitológico, era o filho de duas mulheres frustradas e foi criado por Príapo, um ser condenado a viver em permanente estado de ereção sexual. Sobre a discussão, é muito legal pensar nas várias faces de Marte. O Marte em queda, como quer Morin de Villefranche, o Marte em regência. Pois se vê campeões de natação com Marte em Peixes. Nesta posição Marte não é forte, mas pode proporcionar uma energia poderosa sem a energia psíquica for bem direcionada pra iniciativa e competitividade. Nada de campeões nacionais; em nenhum dos casos - poucos, - os que conseguem ir pra frente, a ampliar o território da vitória na natação. Mas foram pessoas que usaram a natação pra crescerem, por ter canalizado a energia impulsiva de Marte com muito equilíbrio Psíquico pra flutuar sobre a água e vencer os limites. 

O mesmo se aplica ao sexo no que se refere à posição de Marte no mapa. Marte em Câncer, a meu ver, é o mais difícil: tendência a querer que a mulherada em volta empurre pra ação, no caso do homem, e no caso da mulher, já vi algumas com problemas de procriação, outras que odeiam cozinhar. Parece que há uma inversão no modo da pessoa viver esse Marte: os homens e as mulheres agem diferentemente com a energia, integram-na diferentemente. 

No caso dos nadadores, tanto homens como mulheres nadavam pra valer durante um tempo, mas não faziam disso uma profissão depois. Ah! E nem todo Marte em Escorpião que vemos é como descrevem os manuais: nem vingativos, nem azes na cama, às vezes já vemos alguns clientes com dificuldade pra lidar com grana, - com uma casa 2 legal, ou nada de complicado com o regente da casa 2 - alguns realmente tinham problemas com grana, que é uma coisa maluca de se pensar com Marte em Escorpião, que a rigor deveria saber gerir dinheiro - pelo menos dos outros. Marte em Escorpião também não quer dizer necessariamente uma vida sexual ativíssima ou satisfatória...Pelo contrario, o pé atrás escorpiônico produz a tal da "demora na ligação". 

Marte: Ares têm origem na palavra grega arcaica ara, que significa maldição e, ao mesmo tempo, oração. Nas versões - como nos relatos etruscos, anteriores aos gregos da época clássica - Ares não tem pai, nasce direto de sua mãe Hera. Esta, muito enraivecida com o fato de seu marido, Zeus, ter dado à luz Atena, pediu para ter um filho sem ajuda de Zeus. Chateada, ia procurar a ajuda do Oceano, mas passou no caminho pelo palácio da deusa Flora - uma das formas de manifestação de Gea, a mãe Terra. Esta deu a Hera uma erva que, quando tocada, dava fertilidade a qualquer um. Hera então engravidou de Ares, ao tocar a planta. Hera volta à Trácia e dá à luz Ares. Quem educou Ares? Príapo, aquele que depois sofreu um castigo divino de nunca mais perder a ereção - primeiro ensinou Ares a dançar e depois as artes da guerra. 

Muito interessante é pensar que Marte é filho de uma mulher frustrada, carente, que consegue ajuda de outra mulher. Marte como fruto de duas forças femininas, sendo uma delas a própria Gea, a Terra. Marte como filho da energia feminina duplicada em seu aspecto não apenas de esposa que mantém a família e a ordem familiar - Hera - como também da própria vida: da Terra. A energia feminina que prova sua autonomia e potência diante da energia procriadora masculina. Hera tem muito a ver com uma função feminina arcaica, nascida no tempo do matriarcado, que topa a aliança com o patriarcado pra poder manter um pouco seu território, seu poder. Tanto que Hera fica sinônimo de defensora das tradições, do casamento e da família. 

Uma energia atuante do feminino, ligada por sua ancestralidade à polimorfia da Terra, mais anterior ainda do que o matriarcado. As energias de sobrevivência femininas nascem da junção de Hera e Gea, neste ponto. Ares aprende quase tudo com um mestre que passou a significar, na historiografia mitológica, a personificação de uma exacerbação doentia do falus, da potência masculina, incapaz de procriação, pois a ereção contínua impedia a finalização do ato de potência criativa: Príapo. A primeira coisa que Ares aprende é a dançar e, muito depois, as artes da guerra. Príapo-dança-guerra são atos ligados aqui pela conexão com a energia masculina e suas formas de manifestação. Guerrear "é" uma arte, bem diferente das artes de Afrodite, sua irmã, ou de Apolo e sua música. 

A música do deus Apolo, também entidade masculina, faz o fundo para a dança de Ares: a da conquista e dos festejos e a da guerra. Como se na guerra, além de sua arte marcial, houvesse também a música, a dança. Todas ligadas a formas de simbolização de uma virilidade incompleta: Príapo de novo, que é quem ensina. Marte é desenhado por Homero, que escreveu a Ilíada e a Odisséia, como um gigante inculto que se imiscuía em muitas ações com seus arroubos e sua intemperança. Ares, agora transformado em Marte, mais "civilizado", substitui o primitivismo animal deste Ares nascido e criado por impossibilidades de gênero, cada uma a seu modo. 

O que nos pode esclarecer que Marte nasce da frustração e da raiva por sermos impedidos de exercer nossa potência criadora com nossos parceiros complementares e opostos, por uma impossibilidade psíquica pessoal. Todo esse mito serve pra nos esclarecer o quanto é importante o equilíbrio da energia de Marte com Vênus, ou seja, uma perfeita fusão da energia Feminina e Masculina, pois só assim a fertilidade se manifesta e os impulsos sexuais não se tornam apenas em ereção, mas, em satisfação e busca pelo orgasmo completo. Príapo ao começar perceber isso tentou entrar em contato com a energia de Vênus e buscou passar a seu aluno uma sincronia com a energia de Vênus através da dança. E assim nem vemos que pra um homem se sentir satisfeito ou satisfazer uma mulher não depende apenas de potencia, vigor e ereção mais em tudo tem que haver um pouco de arte, amor e sensibilidade. 

Carlinhos Lima – Astrólogo e PESQUISADOR.
7/7/2008





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